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setembro 30, 2004

Para breve?

Sou um ser inacabado
de uma vida
avidamente bebida.
A minha nudez não tem sombra.
A minha harpa só solfeja.
Falta-me abrir a nascente
que misteriosa há em mim
como uma dádiva de ondas.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:56 PM | Comentários (0) | TrackBack

O telefone às vezes espanta-nos

Há pouco recebi um telefonema no telemóvel de alguém que não vejo há cerca de quatro anos e com quem não falo vai para dois. Fiquei de veras espantado, tanto mais que era para saber de mim, como estava a minha saúde, como tinha corrido o Polis, saber se me recandidato ou não e mais. Lá estivemos à conversa cerca de meia hora e, para meu espanto, vem visitar-me no sábado. Só me chateia ter o sábado tão ocupado.

Publicado por nocturnoplacido às 04:00 PM | Comentários (2) | TrackBack

Gaivotas


Gaivotas suspensas
no tempo
ou planando à brisa
trazem à praia deserta
a memória dos naufrágios.
O barco velho
feito dos bosques do mundo
de raízes violadas,
marcado por tantas vidas
procurou refúgio
nos abismos do mar
e só agora
as gaivotas
no-lo recordam

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Publicado por nocturnoplacido às 01:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

Sempre que o amor nos reclame

Estaríamos nós mais nus
na intimidade da lua
que na claridade do sol?
A nossa nudez
não se confunde com vestuário.
Somos nus na nossa paixão
na nossa paz
na nossa glória.
É assim que nos queremos
despidos de convenções
distantes dos mal amados.
É assim que nos amamos
sempre e onde
o amor nos reclame.
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Publicado por nocturnoplacido às 09:18 AM | Comentários (1) | TrackBack

Explicação ou talvez não

Os últimos poemas que aqui tenho partilhado convosco, talvez menos poéticos e mais realistas, são resultado de um distanciamento no tempo que a memória avivou. São retalhos de uma manta pessoal. Para uns será imaginação, o que pode ser verdade. Para outros são riquezas pessoais que vou escrevendo sempre no tempo presente. É possível que incomode alguns, a julgar pelos comentários porcos que vou apagando. Outros percebem e nada comentam num acto de respeito ou de pudor. E há os comentários que me aquecem o peito. A todos aqueles que não apago, o obrigado pela vossa visita e simpatia.

Publicado por nocturnoplacido às 08:54 AM | Comentários (7) | TrackBack

O Quadro

Aquele pequeno quadro a óleo
que na rua vemos pintar
colhe-nos a atenção.
A beleza figurativa do tema,
a delicadeza da autora.
O dinheiro é pouco
estamos no fim das férias.
Com esforço compramo-lo.
Várias vezes o contemplamos
felizes porque nos enriquecem
a casa e o coração.
Ali está como sinal
deste tempo de sermos um só.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 29, 2004

Na casa do bairro

Na casa do bairro
vivo voluntariamente só
sem sentir solidão
porque me procuras
a cada momento.
Nesse dia a surpresa:
o óleo que nos cobre o corpo
docemente espalhado
pelas mãos ávidas
multiplica o desejo
e a premência.
Não mais possível
reprimir o grito
que ecoa e se repete.
Saímos de mãos dadas
sob o olhar escondido nas vidraças
dos vizinhos estupefactos.
Que importância tem?
nós somos senhores
do desejo e da paixão.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:9/29/2004 02:39:23 PM
Quem dera que fosse mesmo assim...
Há sempre vizinhos à espreita. Porquê??? Não há mais nada para fazer?
Está-te no sangue a poesia. Tudo serve para agarrares a caneta e...já está. Bjos.

Publicado por nocturnoplacido às 02:31 PM | Comentários (5) | TrackBack

Como Cruzados

Terçando armas e corpos
como Cruzados
entre searas e olivais.
No fim da refrega
opulenta e total
cicio ao teu ouvido
a palavra que contive
no início da oferenda.
Solto-a consciente e espectante
que ela te "fira" o peito.
Só me perguntas se estou seguro
e um apaixonado beijo
respondeu por nós.
Ali nasceu a raiz
sedenta de alimento.
Ali regressamos tantas vezes
para cantar os momrntos
em que nos vestimos de véus.

Publicado por nocturnoplacido às 01:50 PM | Comentários (4) | TrackBack

setembro 28, 2004

O tempo parou

O tempo parou
no momento em que uma só palavra
pronunciaste.
Com o peito ufano
senti-me glorioso.
Era quinta-feira de Janeiro
e só esperámos até sábado
para que fossemos um só.
Frementes
roupa atirada ao desalinho
elaboramos o primeiro
dos nossos mais belos momentos.
A medo, ainda
procuramos outras paragens
até que o amor
floriu na paixão.
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Publicado por nocturnoplacido às 09:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

Na loja

Na loja
experimentas o vestido
branco como o teu coração.
Ficas linda assim vestida
o branco na pele que o sol queimou.
Vejo-te brilho nos olhos
e ofereço-to orgulhoso.
Imagino-te com ele
como uma noiva
que me entrega os lábios.
A moça da caixa
olha para nós
desconfiada do amor que nos une.


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Publicado por nocturnoplacido às 08:57 PM | Comentários (0) | TrackBack

A vitória de Sócrates

No Jornal Pùblico de hoje, Vital Moreira sentencia a vitória de José Sócrates de uma forma que não quero deixar de sublinhar. Diz VM:"Parece incontestável que o triunfo de Sócrates representa a vitória de uma visão mais moderada (ou mais "centrista"), menos ideológica (ou mais pragmática) e mais liberal (em termos económicos)do PS e uma derrota de uma concepção mais fiel aos valores tradicionais da esquerda socialista, que Mauel Alegre tão bem representou, centrada sobre a igualdade, os direitos dos trabalhadores, as políticas sociais e o papel do Estado, bem como sobre uma solidariedade de fundo com os demais partidos da esquerda. Neste aspecto estas eleições, pelo desiquilíbrio dos resultados apurados, marcam o início de uma nova era do PS, em que o partido vai provavelmente demarcar-se também à sua esquerd... vai apresentar-se crescentemente como partido de "toda a gente"- a começar pelas famosas "classes médias"- ..."

Publicado por nocturnoplacido às 02:17 PM | Comentários (2) | TrackBack

Fiapos de tempo


Chegas de mansinho
mãos estendidas
para o meu rosto
até que o beijo aconteça.
É o momento indizível da ternura.
Ou sentares-te no meu colo
só para te anichares
e para dizer que me amas.
A magia e o sortilégio
acontecem
nesses fiapos de tempo
inenarráveis e perenes.

Publicado por nocturnoplacido às 01:40 PM | Comentários (1) | TrackBack

Terra adoptada

Em Lagos
terra adoptada
gente de cabelo pintado
e roupa estranha
não dá pelos beijos
quentes que trocamos.
Só o sorriso complacente da tua mãe.
Tiras-me do bolso
a mão que entrelaças
a visitar exposições
e ninguém nos vê partir.
Só nós existimos na multidão.
Só em Beja
terra nossa
um só beijo escandaliza.

Publicado por nocturnoplacido às 08:05 AM | Comentários (1) | TrackBack

A religiosa oração


A luz do candeeiro azul
convoca os clarins e os cânticos
para celebrar os nossos corpos
que incontidos se entrelaçam
num ritual de véus de cambraia.
Já de madrugada
quando a exaustão se assoma
são os lençóis desfeitos
que testemunham
a religiosa oração.

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Publicado por nocturnoplacido às 08:00 AM | Comentários (1) | TrackBack

Sofá amarelo


No sofá amarelo
prenhe de promessas
aguardo o teu corpo
que vestes para me encantar.
Assiste-nos a luz difusa
do projector da sala
e os sinos dos templos
anunciam aleluias.
Sôfregos que somos
de tudo nos desfazemos.
Nada está entre nós
só o fogo que em nós arde
até ao silêncio do infinito.
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Publicado por nocturnoplacido às 07:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

Em qualquer lugar

Os documentos espalharam-se
na minha mesa de trabalho.
É urgente um espaço
para nos incendiarmos.
É ali, no espanto dos cortinados,
que me tens e eu te tenho
como o mar a desmaiar na areia.
Rimo-nos da escolha
e enlaçados ficamos
até ao encantamento do azul
quando iniciamos o jardim
que juntos alimentamos
até que a magia o eternize.
COMMENT:
AUTHOR: Chupa na gaita
DATE:9/28/2004 11:39:27 AM
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Publicado por nocturnoplacido às 07:50 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 27, 2004

Um tempo sem tempo

Horas sem tempo
nem recanto
ou recato.
Tempo de sermos nós
na cumplicidade do olhar
para o desafio do desejo.
Tempo de em qualquer parte
no mar quente
do outro lado do mundo
clandestinos nos entregarmos.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:9/27/2004 04:49:53 PM
...sem horas
...sem tempo

(Gostei muito deste!)

Publicado por nocturnoplacido às 04:06 PM | Comentários (1) | TrackBack

Nas dunas

Violamos as dunas
da Meia Praia
na urgência de sermos
um só.

Ao anoitecer
os teus olhos brilhavam
e juntavam-se ao céu
como estrelas.


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Publicado por nocturnoplacido às 03:52 PM | Comentários (0) | TrackBack

Duas taças de champanhe

Duas taças de champanhe
quebradas no êxtase do amor.
Na lareira o fogo enternecia-se
com o momento clandestino
ao som de Moby
ao desenharmos a plenitude.
Vidros varridos
com alegria e pressa
porque tudo é efémero.

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Publicado por nocturnoplacido às 03:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

Silêncio de palavras

Os teus dedos
mordiscando o meu cabelo
na nuca
Suma ternura
da busca urgente
de palavras por dizer
que o silêncio sabia.
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Publicado por nocturnoplacido às 02:50 PM | Comentários (0) | TrackBack

Nascer do sol


Hoje, mais uma vez, o nascer do sol foi meu companheiro. Dizem que levantar cedo aclara as ideias e faz bem à saúde. Quanto às ideias produzi um texto algo complicado do qual nada de especial espero como resultado. Mas gosto de escrever e deitar cá para fora as minhas reflexões.

Publicado por nocturnoplacido às 10:53 AM | Comentários (6) | TrackBack

setembro 26, 2004

Eram quatro alentejanos ...

Mais um cheirinho do tal projecto. Esta parte não está revista

Jorge deu-se conta, ao subir as escadas, que se sentia cansado. Não só cansaço físico mas também falta de ânimo. Talvez até uma certa amargura. Suspirou levemente, olhou para cima, para o patamar do 2º andar onde morava há vários anos e, depois de uma breve hesitação, venceu o último lanço de escadas, um pouco mais determinado. A vida solitária que escolhera depois do divórcio devolvera-lhe a tranquilidade ao assenhorear-se por inteiro dos seus horários, do seu ritmo de vida, das suas opções que antes lhe pareciam vedadas pela constante desaprovação da Rita. A secura e a rispidez da ex-mulher, pensava ele, devia-se à sua esterilidade. Tornara-se obsessiva e antipática depois de conhecer o seu drama, ela que adorava crianças. Os amigos foram rareando e a vida a dois tornara-se insuportável.

No banco, os colegas notavam-lhe a tristeza e o desânimo mas faltava-lhes a coragem para o incentivar. Perante um claro espanto, Jorge convidou-os um dia para um copo e comunicou-lhes a decisão de se divorciar. Assentimento geral com reticências à mistura e as recomendações de quem já tinha experiências semelhantes.

Rita comunicara-lhe que regressaria ao Alentejo para se dedicar às duas sobrinhas que haviam perdido a mãe no nascimento da mais nova.

Com pouco mais de quarenta anos, Jorge modificou-se a pouco e pouco. Mais expansivo, perdeu a irrascibilidade com que os colegas sempre o conheceram e passou a fazer grupo com alguns conterrâneos mas reservou sempre para si uma intimidade que não queria violada, quase se tornando misógeno. Não mais lhe conheceram mulher na sua vida e, quando em grupo se falava de mulheres, não participava, embora não se alheasse por completo a julgar por um ou outro sorriso à socapa. Vingou-se de um passado de quinze anos em que se sentiu castrado e oprimido como depois concluiu. Passou a frequentar lugares até então fechados pela sua pontualidade na chegada a casa, de onde já não saía até ao dia seguinte para regressar ao trabalho. Exposições, teatro, cinema, livrarias foram-lhe ocupando o tempo disponível, à mistura com tertúlias de amigos de onde saía preenchido e com a satisfação que o rosto e o íntimo não escondiam. Iniciou uma espécie de diário, uns registos como lhe chamava, onde escrevia não só acontecimentos mas algumas reflexões alheias ou de sua lavra. Não o fazia obstinadamente e com método mas quando sentia a mão a puxar-lhe para o caderno. Tornara-se inseparável da leitura. Primeiro ao acaso, depois refinando o gosto e fixando-se nos autores portugueses de que se havia desabituado nos quinze anos de casamento.

Era outro homem. Mas dez anos passados, já cinquentão, passou a questionar-se, a bisbelhotar a memória, a traduzir os silêncios, a preocupar-se com o sentido do tempo e com a morte. Não porque a sentisse perto porque era um homem saudável mas porque os cabelos grisalhos lhe lembravam todos os dias que era mais fácil descer degraus que subi-los. Percebeu que já não vivia os dias com a mesma alacridade e a mesma paixão. Filosoficamente, predispôs-se a aceitar a entrada na velhice, acolhendo a perda da vitalidade física que substituía pelo enriquecimento espiritual. Traçou esse rumo como filosofia de vida mas multiplicavam-se agora os momentos de regresso às memórias e a cultivar uma certa raiva por não ter experimentado o que lhe era devido no tempo próprio. Percebia que querer recuperar o que acreditava ter-lhe fugido era um acto postiço e até um pouco ridículo. A vida tem os seus momentos próprios que só artificialmente temos a ilusão de recuperar.

De pouco lhe acrescentavam os devaneios sombrios, pensou, e com um copo de leite frio que retirara do frigorífico, sentou-se no seu sofá preferido, os outros tinham pouco uso, e dispôs-se a ver as notícias na televisão e talvez um filme de acção para descarregar as frustrações, que também as sentia.

COMMENT:
AUTHOR: Mar
DATE:9/26/2004 08:55:58 PM
Gosto de ver que a criatividade étanta na prosa como na poesia. Bonito, aguarda-se com expectativa pelos próximos capítulos ;-)

Publicado por nocturnoplacido às 11:38 AM | Comentários (1) | TrackBack

Dia do coração

Hoje é dia do coração. A Sociedade Portuguesa de Cardiologia farta-se, e muito bem, de fazer apelos para estilos de vida mais saudáveis mas eu continuo a fumar desalmadamente. Estou à espera de uma motivação para parar como o fiz não há muitos meses. Que venha ela, e um abraço ao Prof. Manuel Carrajeta.

Publicado por nocturnoplacido às 11:20 AM | Comentários (1) | TrackBack

Demoníaco

Impressionou-me até à náusea aquela história que os jornais e as televisões têm dado basta cobertura: a da mãe e irmão que mataram uma menina de oito anos por, ao que parece, doze euros que a criança tinha com ela. Como me impressiona o carácter doentio dos autores do crime mentirem e manipularem as pessoas e a polícia. E o corpo da criança continua por encontrar. Dá-me vontade de vomitar.

Publicado por nocturnoplacido às 11:13 AM | Comentários (3) | TrackBack

As hastes do tempo são frágeis

Dois dias sem postar faz mal à saúde. pelo menos a mim que senti uma falta enorme de aqui não vir visitar blogs e deixar algum pedaço de mim ou de como vou vendo as coisas. Aqui fica um desses pedaços a falar de tempos trocados:


A haste do tempo
quebrou-se!
As horas estão estranhas
os dias desarrumados
e as madrugadas espantadas.
À volta dos minutos
crescem cardos
e o nascer do sol
é agora meu companheiro.
Trago no peito uma sombra
que me torna o andar pesado.
Sonho com cavaleiros
de pesadas armaduras destruídas
e manchas negras de sangue
por derrotas em batalhas de séculos.
Só tufos de ervas secas
no infinito dos granitos.

As hastes do tempo são frágeis.

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Publicado por nocturnoplacido às 10:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 23, 2004

Até sempre, camarada!

Afundei-me no por do sol
quando o disco vermelho
se enterrou no horizonte.
Mergulhei com ele a lua não me viu chorar.
Meu corpo petrificou-se
e uma funesta janela se abriu
no majestoso pulsar da terra.
Quando os teares do vento se acalmaram
e a luz da alma voltou
esfreguei os olhos e renasci diferente.

Encontrei finalmente a voz,
as palavras que me faltavam
e comigo carreguei as quatro estações.

A saudade é filha do mundo
que agora viaja cansada
nos tempos dentro de mim.
Sempre que chegar sem avisar
e quiser ocultar-me a luz
vou pisá-la de pés nus.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:9/23/2004 10:04:13 AM
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Publicado por nocturnoplacido às 07:34 AM | Comentários (2) | TrackBack

setembro 22, 2004

Não me apetece

Hoje desci aos subterrâneos do último por do sol. Petrifiquei-me. Disse um "tchau" a quem merecia. Não me apetece dizer mais nada. Talvez amanhã.
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Publicado por nocturnoplacido às 05:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 21, 2004

Parabéns!


Foto de J.E.

Parabéns Dr. Jorge Sampaio pela passagem do seu aniversário no passado sábado.

Publicado por nocturnoplacido às 04:04 PM | Comentários (4) | TrackBack

Ai o meu clube


Chiça, pá. O meu clube perdeu, jogou mal, foi assobiado e nem uma só palavrinha de consolo. Eu sei que o primeiro milho é dos pardais mas já começa a ser derrota a mais e tranquilidade a menos. Ao menos que andem satisfeitos os adeptos da capelinha da Luz, já que o dragão também não acerta.

Publicado por nocturnoplacido às 02:47 PM | Comentários (10) | TrackBack

Poema IV

Que chuvas escorreram
nos telhados
o sonho de um dia
de malmequeres por abrir?

Foram as águas inquietas,
copiosas e implacáveis
que rodeiam árvores
e pedras
e só param no mar
apaixonadas pelo azul.

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Publicado por nocturnoplacido às 02:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 20, 2004

Profile

Sei que uma boa parte das pessoas que visita este blog sabe quem eu sou. Escrevo sobre aquilo que, no momento, mais me interessa divulgar, seja política, poesia ou o que quer que seja. Sei também que é muito difícil uma pessoa com vida pública não se expor demasiado sempre que escreve. Sei também que sou um alvo apetecível para algumas pessoas, para o bem e para o mal. Normalmente conhece-se mais ou menos bem o homem público e o político mas sabe-se muito pouco do homem. E muitas vezes sem o conhecerem há quem não se coíba de ser maldoso e de aproveitar a sua vida pessoal para a chacota. Pessoalmente, e por formação, nunca me interessou conhecer os pormenores das vidas dos outros porque entendo que o direito à privacidade deve ser sagrado.
Quero aqui deixar uma solene afirmação: sou um homem de convicções fortes quer na vida política quer na vida privada. Sei lutar por aquilo em que acredito em qualquer domínio da vida. E sei que as vitórias se constroem com denodo e tempo.
Não tenham, pois, muita esperança todos aqueles que me pretendem abater quer política quer pessoalmente. Assim continuarei a ser, respeitando as opções dos outros mas esperando que as minhas sejam igualmente respeitadas. E continuarei a escrever neste espaço de liberdade porque sou um homem livre e sinto-me suficientemente motivado, determinado e confiante.

Publicado por nocturnoplacido às 10:57 PM | Comentários (9) | TrackBack

Caminhos


É na busca ocasional da poesia
que fulgentes luas me habitam.

Como doem as portas cerradas!
São pedras floridas de musgo
caminhos que ninguém pisa.

Sobra o portal do templo
arcaria que o tempo emoldura
COMMENT:
AUTHOR: maltes
DATE:9/21/2004 12:45:20 AM
Há sempre algo que sobra, ao menos que fique a poesia.

Publicado por nocturnoplacido às 04:03 PM | Comentários (1) | TrackBack

Um dos meus inspiradores

na pedra do fogo
irei esculpir
o naufrégio
e a rosa

formas doridas
pórticos
iluminações

também os sinais
as cicatrizes
alquimia à flor
do ocaso

na pura lenha
um diamante
de erosões

José Manuel Mendes
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Publicado por nocturnoplacido às 03:13 PM | Comentários (1) | TrackBack

À volta da pedra

Em torno desta pedra
acenderei o lume
que me aquecerá
e há-de florir.
Desenharei o dia
no alto da montanha
até me arderem os olhos
quando o sol nascer
e deixar cair uma lágrima
quando a lua chegar-
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:9/20/2004 03:35:42 PM
...e deixar cair uma lágrima
quando a lua chegar.

Publicado por nocturnoplacido às 02:50 PM | Comentários (4) | TrackBack

Depois do fracasso

Apesar do fracasso que foi a trabalhosa mobilização para arregimentar comerciantes a vestirem-se de luto no dia da inauguração do Polis, Alberto Matos, coordenador do Bloco de Esquerda, não desiste e, desta vez, mimoseia-me "com um final de mandato penoso e dramático",dizendo ainda que "o actual executivo camarário está esgotado". Ele que, presumo, terá boa memória, deve-se lembrar que essa do executivo esgotado é música de serrote que sempre se ouviu com o aproximar do fim dos mandatos. Para seu desespero, e para outros tantos, o eleitorado não tem entendido assim e tem sabido valorizar o esforço, a dedicação e as obras. Sem ofensa: "os cães ladram e a caravana passa".

Publicado por nocturnoplacido às 11:44 AM | Comentários (4) | TrackBack

Eram quatro alentejanos...

Eram quatro alentejanos e do Alentejo falavam, mesmo quando assim não parecia. Ali, à mesa da esplanada, o suicídio do pai do Jerónimo parecia fora do tempo e despido de drama. Jerónimo não se vestia de luto e falava no acto do pai como sempre falava do Alentejo que lhe estava no sangue mas longe. Para ele tudo se explicava por razões sociais e psicológicas.
.Eu e os meus irmãos abalamos do monte à busca de trabalho. Os velhotes por lá ficaram e nunca quiseram sair para a aldeia. Os anos foram passando, a minha mãe morreu ainda nova, pouco passava dos cinquenta, e o velhote por lá foi ficando. Quando lá estive o ano passado ainda o quis trazer mas ele teimou dizendo que ali nascera e ali haveria de morrer. Só não percebi que já tinha a morte planeada.. E puxou a última fumaça do cigarro já gasto que esmigalhou criteriosamente no cinzeiro. Zé Carlos franziu-se, incomodado, .porra, Jerónimo, morte planeada?., interrompendo a sua terceira cerveja. .Estou plenamente convencido. O meu pai sentia que a vida perdera o sentido. Trabalhar no campo já lhe custava e poucas vezes havia trabalho. A morte levou-lhe a mulher de quem dependia por completo. Os filhos abalaram cedo. Que poderia ele esperar da vida?. Jerónimo falava sem emoção. Só uma tristeza resignada. O Alentejo para ele era uma terra sem esperança e a morte do pai, planeada, segundo ele, era a saída lógica para um homem de sessenta anos, sozinho, que reflectia e desesperança alentejana. Zé Carlos incomodava-o, não tanto que alguém se suicidasse, mas o modo como o faziam, .com veneno, caraças!? Para quê tanto sofrimento? Uma corda ao pescoço ou um tiro na cabeça, ainda vá..... A resposta de Jerónimo parecia pensada, .não é bonito de se ver um homem enforcado ou com a cabeça estoirada.. .Queres tu dizer que, se calhar, há uma preocupação estética nos suicidas?. perguntou o mais velho dos quatro, bancário de profissão e auto didacta, dado às leituras e às reflexões. Seguiu-se um desagradável silêncio que Jerónimo cortou com um interrogativo .e porque é que não há de haver, Jorge?.. Levantaram-se e saíram. O mais novo, José Alberto, colega do Jerónimo na mesma empresa de vendas a prestações, passou-lhe o braço pelos ombros num gesto solidário que o amigo agradeceu com um sorriso imperceptível.


Este é o primeiro capítulo de uma tentativa de romance que alguma coisa prometia na cabeça do seu autor mas que foi sendo sucessivamente adiado.

Publicado por nocturnoplacido às 08:26 AM | Comentários (3) | TrackBack

setembro 18, 2004

Rali Montes Alentejanos/HP

Nem só de Polis se viveu este fim de semana. Beja e arredores, por essas estradas de campo, renasceram, em muito boa hora, os "Montes" que algumas pessoas, por razões não completamente esclarecidas, decidiram um dia boicotar. Renasceu e oxalá fique por muitos anos e a contar para o Campeonato Nacional de Ralis. Beja ganhará em todos os domínios. Económicos, de promoção e estar no mapa das grandes provas de automóveis.
Boa sorte para a Organização e até para o ano.
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Publicado por nocturnoplacido às 07:16 PM | Comentários (0) | TrackBack

Sorriso


Os meus olhos perderam-se nela
a gritar em silêncio o seu nome.
A noite passei-a a escrever
ao lado do seu sorriso

Publicado por nocturnoplacido às 08:55 AM | Comentários (6) | TrackBack

Foi bonita a festa, pá!

Foi dos dias mais espantosos que Beja viveu. Tudo aconteceu como previamente planeado e quase ao minuto. É verdade que nas últimas horas ainda havia aqueles telefonemas angustiados por qualquer coisa que ainda faltava ou parecia não estar bem. Confirmaram-se os preparativios ao pormenor. Foi um corropio que poucos imaginarão. Mas deu tanto gozo perceber a alegria das pessoas e o seu orgulho.
Da frustrada mobilização para que as pesoas protestassem e fossem de negro vestidas, só vi duas e bem conhecidas, a confirmar, no caso de uma delas, que havia mãozinha de orquestra e com experiência a tentar fazer de alguns comerciantes "carne para canhão". Um monumental flop!
Mas voltemos à festa que essa foi fantástica.
Foi a animação que começou logo de manhã com as crianças dos infantários. Foram os Adiafa que estão de facto muito mais seguros e profissionais. Foi a cerimónia oficial
que o próprio Presidente da República enalteceu. Foram as animações nos vários locais do Polis, talvez com maior destaque para o que se desenrolou no Largo de S. João.
E à noite, senhores! Aquele espectáculo da Mariza foi lindo de se ver, não só pela brilhante interpretação da artista como o mar de gente como nunca se viu na Praça da República. Lindo até comover.
E todos a dirigirem-se depois para o castelo para assistir de novo aos duzentos cantores e cantadores e músicos que já tinham encantado na Praça.
No final o belo fogo de artifício e aquela ideia genial de lançar da torre de menagem os milhares de papelinhos prateados.
Apetecia abraçar toda aquela gente
Apeteceu-me agarrar-me aos meus colaboradores e ali ficar a agradecer-lhes até ser dia.
Irrepetível, provavelmente, o dia de ontem em Beja, que nem os telefonemas anónimos me perturbaram.
Parabéns, Beja!

Publicado por nocturnoplacido às 07:22 AM | Comentários (2) | TrackBack

setembro 17, 2004

Aeroporto


Numa reunião alargada havida ontem no Nerbe, ficamos a saber com relativo pormenor, a calendarização dos planos, projectos e obras para o aeroporto de Beja. Não é tanto o facto de se ter ficado a saber que obras só as haverá em 2006. Tenho experiência suficiente para saber que entre a concepção e o resultado final medeiam sempre, pelo menos, três anos. O que ficou bem patente foi a preocupação do "negócio". Isto é, quem promove o aeroporto junto de potenciais clientes, com que taxas aeroportuárias e outros benefícios, assim como a necessidade de se começar urgentemente a trabalhar para fazer de Beja uma cidade aeronáutica, onde o ensino superior se adapte com novos cursos na área, os investidores aproveitem os terrenos para a implantação de empresas de tecnologia aeronáutica, o poder central aposte nessa estratégia, em suma, criar o que se começou a chamar um "cluster" aeronáutico. Porque, como muito bem ali foi salientado, um aeroporto, por si só, pode não trazer qualquer mais valia à região e ao país, é preciso aliciar investidores e canalizar recursos e vontade política para o projecto.

Publicado por nocturnoplacido às 01:10 PM | Comentários (3) | TrackBack

setembro 16, 2004

A àgua


Esse bem indispensável que tantas vezes nos falta. Haveremos de falar neste tema sem preconceitos nem receios de responsabilidade. Só com a intenção de se perceber por que nos prega partidas tantas vezes (vezes de mais).

Publicado por nocturnoplacido às 09:49 AM | Comentários (2) | TrackBack

Luar de Agosto

Luar de Agosto foi um dos primeiros romances que li, oferecido por minha mãe quando ela pensava que eu já tinha idade para ler romances fortes. Por isso me afeiçoei tanto ao sortilégio da lua.
COMMENT:
AUTHOR: mad
DATE:9/16/2004 10:37:34 AM
Eu afeiçoei-me ao Sol. Ontem assisti ao mais belo por do sol que se pode imaginar. É incrivel como podemos fazê-lo todos os dias e por vezes nem nos lembramos que está ao alcance de todos. Todos os dias. Mas se é o sol a minha força é a lua a minha cumplice.

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setembro 15, 2004

Memória

Estes cobertores da memória
que às vezes nos agasalham
outras nos impõem o silêncio!
É em silêncio que falo
com os que invoco.
É na memória que os guardo
presentes, sempre.
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Alentejo a mudar


Há uns anos atrás desenhei uma imagem semelhante na fita de curso da minha filha com a legenda "Isto tem de mudar". Vem isto a propósito de imobilismos e saudosismos. Reconheço que o Alentejo tem paisagens únicas que encantam fotógrafos, pintores, poetas, eu sei lá. Mas não é isso que está em causa. Refiro-me ao Alentejo do futuro, que é verdade que já está a mudar, mas que necessita de mais incentivos, mais confiança nos seus investidores, mais garantias para quem produz, mais justiça para quem trabalha. Um Alentejo promissor para bem das suas gentes.
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Publicado por nocturnoplacido às 09:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

Um merecido agradecimento

Sei muito bem que as pessoas são pagas para trabalhar. Também sei que muitos se esforçam por dar o seu melhor. Mas a enorme sobrecarga de trabalho nestes últimos dias têm sido ciclópica (onde é que eu ouvi isto). É um conjunto restricto de pessoas que trabalhando sem horário e fora de horas, têm demonstrado um interesse, uma dedicação e um profisionalismo a que não devo deixar passar em claro. São os tais actores de bastidores, autênticas formiguinhas, que recusando as passerelles, são a alma para que nada falhe. E não se pense que é só o Polis que está em causa. São outras iniciativas que exigem a melhor das atenções. A eles, e eles sabem quem são, aqui fica o testemunho da minha reconhecida gratidão e a promessa dum convívio para descomprimir.

Publicado por nocturnoplacido às 07:02 PM | Comentários (3) | TrackBack

A Beja

Quem diz que Beja é pouco,
quem diz que pouco se faz
é um pequeno coro rouco
que fazer é incapaz.

Do passado todos falamos,
todos nos sentimos ufanos.
Quando sabemos calamos
somos gente de poucos panos.

A cidade cresce, é acolhedora,
faz-se dia a dia mesmo não gostando.
Há sempre gente faladora
que vive triste só criticando.

Mas Beja é muito,
os seus filhos conhecem-na bem,
sabem dos sabores, das cores e do cante.
Sabem do casario da Mouraria
dos mistérios da judiaria.
Abrem-se à luz quando o sol aperta,
sabem dos silêncios das tardes de Verão.
Os seus filhos amam-na como é
e se para muitos foi madrasta
é na saudade que regressam.

Já não é tempo de recato
ou mal disfarçada vergonha
é tempo de abrir olhos e corações,
passear pela cidade renovada
sentir as novas emoções.

Vivamos este tempo de mudança
O futuro de Beja está em nós:
na vontade,
no sorriso de uma criança,
no esforço
no saber desatar os nós.

Não é famoso como "poema" mas talvez seja oportuno

Publicado por nocturnoplacido às 04:24 PM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 14, 2004

Tranquilidade

A tranquilidade deste fim de tarde, depois de um dia cheio de faz de conta e de muito trabalho, dá-me uma paz que há muito não gozava. Acabei de ter uma conversa animada com os meus filhos (as candeias do meu viver) e sinto os benefícios dos infravermelhos do pôr do sol.
Devia estar sob pressão com a aproximação da data da vinda do Presidente para a inauguração do Polis mas fiz o escrito com tempo (nada de muito importante) e está tudo controlado graças às formiguinhas que comigo colaboram.
Ou seja, podem chover paus e picaretas que já não me incomodam.
COMMENT:
AUTHOR: Sonho Meu
DATE:9/14/2004 07:10:29 PM
formiguinhas ... gostei do termo :)))

Publicado por nocturnoplacido às 06:56 PM | Comentários (2) | TrackBack

Que raiva!

Aqui o Pedra a Pedra começa a ficar complexado por ninguém lhe ligar pevide. Se calhar a preguiça começa a afectar os meus fiéis (que são poucochinhos, claro, e com um deles já dificilmente contarei). Não haverá p'raí alguém que pegue numas luvas de pedreiro e atire umas pedradas. Se calhar a culpa é minha que aquilo que escrevo não tem interesse nenhum. Vou tentar mais inspiração.

Publicado por nocturnoplacido às 06:39 PM | Comentários (4) | TrackBack

Outono


As folhas já começaram a cair e com elas tantas esperanças. A principal de todas é que a Primavera voltará um dia destes.

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Publicado por nocturnoplacido às 02:41 PM | Comentários (1) | TrackBack

Inconfidência

Há tanta coisa boa na vida que desaproveitá-la é um desperdício quase criminoso. Não me quero auto exilar. Estou resoluto a enfrentar o que a vida me quiser proporcionar porque nada vale o bem estar emocional e psicológico. Sinto-me bem comigo porque proporcionei o melhor aos que mais de perto comigo convivem e ninguém depende de mim. Só dependemos uns dos outros na medida em que mutuamente nos aceitamos.

Dentro em pouco, sinto-o sinceramente, serei um novo eu, mais liberto, mais solto, mais crítico e menos ingénuo. Alguém que saberá pôr um ponto final em determinada etapa da sua vida e deixarei livre o caminho a quem quiser.

Por aqui andarei nesta volúpia da blogosfera onde sei que tenho alguns amigos.

A outra parte da minha vida recente será enterrada sem pompa e ainda hei-de sorrir à brisa e à chuva, continuando a escrever e a tentar poemar.

Desculpem lá esta inconfidência.

E já agora, isto não é mensagem para ninguém. Não apareçam por aí mentes obscuras a tentar decifrar o que quer que seja.
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Publicado por nocturnoplacido às 11:57 AM | Comentários (1) | TrackBack

Algum balanço

Entrei na blogoefera um pouco a medo, tranquilamente influenciado por duas pessoas. Construí um blog a muito custo e, pouco tempo depois, apaguei-o. Quando o fiz, alguém me disse que com raiva se cometem muitas asneiras. Retomei o vício com uma atitude mais intimista neste Pedra a Pedra (título de um excelente livro de poesia de José Manuel Mendes) e a mesma pessoa me aoelidou de ser de uma leveza impressionante. Penso que ela deverá ter querido dizer ligeireza em vez de leveza.

Mas eu pretendia qualquer coisa mais anónima, onde pudesse escrever o social e politicamente incorrecto, se isso me apetecesse. E tinha também a secreta intenção de desenvolver no blog uma partilha de códigos e de sinais com uma dada pessoa, códigos e sinais de ternura e de amor. Imaginava eu que poderia haver nessa atitude alguma inovação e servisse para "atiçar" diálogos e comentários com outros blogueiros de carácter mais afectivo e até incentivar o enamoramento via blogosfera, retirar a carga de receio que sempre temos de nos expor.

Mas já foi tarde.

Primeiro porque a minha experiência pessoal foi agredida; depois porque começaram a aparecer uns invejosos que bem conheço a avacalhar com baboseiras boçais.

E hoje sinto que só valerá a pena postar (eu, claro) não para que alguém me leia, não para mandar recados mas para exercer o inalirnável direito ao narcisismo e estar-me nas tintas para o resto.

Publicado por nocturnoplacido às 08:43 AM | Comentários (5) | TrackBack

setembro 13, 2004

Poema ou raiva de não ser

Hoje escrevi-te um poema. Foi tomando forma enquanto conduzia numa viagem de pouco mais de uma hora. Quando cheguei tratei logo de o materializar no computador (nem todos aqui deixo no blog) e só mais tarde, ao ler um post de outro blogueiro me senti quase traído pelo tema. Chegará na mesma às mãos a quem se destina mas talvez com uma ligeira amargura. Há coincidências assim.

Publicado por nocturnoplacido às 08:12 PM | Comentários (2) | TrackBack

Coisas da bola

Muito poucas vezes me debruço sobre coisas do futebol. Mas isto do Desportivo ter perdido os dois primeiros jogos (já sei que me vão dizer que ainda agora a procissão vai no adro) dá-me pena se, por acaso, corresponder a um declínio de valores e de força anímica. Já sei que sem ovos não se fazem omeletes e que Beja não é pródiga em ovos. Sempre se dirá que a crise económica afecta a todos e os clubes não são excepção. Mas gostaria, muito sinceramente, que Beja, capital de distrito, pudesse ter um clube de futebol pelo menos na segunda divisão B. Claro que só estou a falar de futebol porque noutras modalidades menos mediatizadas (e é pena)as alegrias são bem mais motivadoras.

Publicado por nocturnoplacido às 08:04 PM | Comentários (2) | TrackBack

setembro 12, 2004

Obrigado

Ofereço-te estas flores de jasmim pelo dia de hoje
COMMENT:
AUTHOR: Picoso
DATE:9/12/2004 09:18:12 PM
Eu cá pensava duas vezes ;-)

Publicado por nocturnoplacido às 04:12 PM | Comentários (2) | TrackBack

Alegoria

A bela neblina que tanto nos pode deprimir como redimir

COMMENT:
AUTHOR: Caiadora-Mor
DATE:9/13/2004 08:22:30 PM
Esta foto é espectacular. Não é de cá de Beja, pois não?

Publicado por nocturnoplacido às 11:42 AM | Comentários (1) | TrackBack

Quero

Quero o perfume do tempo
Quero o íntimo sabor das coisas
Quero o sublime das asas da aventura
Quero um rio a transbordar as margens
Quero o fresco orvalho no meu jasmim
Quero a flor do universo todo

Publicado por nocturnoplacido às 09:54 AM | Comentários (2) | TrackBack

Não me quero...

Não me quero voz na escuridão
Não me quero palavra na parede
Não me quero com arestas e incertezas
Não me quero violino a anoitecer
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Publicado por nocturnoplacido às 09:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 11, 2004

Independente

Há dias fui entrevistado para um semanário e a uma pergunta concreta da jornalista dei a resposta sincera do que penso mas que parece que chocou algumas pessoas. Perguntava a jornalista se eu achava que nas actuais circunstâncias de evidentes debilidades de saúde, o Dr. Àlvaro Cunhal deveria manter o assento no Comité Central do PCP, o mais importante órgão entre congressos. Respondi que tenho o maior respeito pela figura e obra daquele histórico dirigente, que é uma figura incontornável no Partido, mas entendo que no Comité Central devem ter lugar os mais capazes, pessoas, homens ou mulheres, com capacidade de intervenção e de opinião, o que me parece já não ser o caso de Àlvaro Cunhal. Permanecer no CC assemelha-se muito mais a um acto de caridade que, de todo, Àlvaro Cunhal não merece. Se uma verdade de La Palisse incomoda tanta gente, percebe-se melhor que há pessoas que vivem eternamente no passado.

Publicado por nocturnoplacido às 02:44 PM | Comentários (1) | TrackBack

Liberdade e maldade

Este novo mundo, magnífico, aliás, da blogosfera é, de facto, um mundo de liberdade e como tal deve ser entendido e utilizado. Com posts mais ou menos íntimos, com pensamentos, com citações que nos impressionaram, com opiniões, com polémicas, com comentários, com poemas também, com fotografias, com desenhos, com música, eu sei lá as portas que esta nova forma de escrita nos abriu. Mas sempre as entendi com o maior respeito pelos blogueiros, concorde ou não com eles. O que não posso deixar de lamentar é que este espaço, tal como o entendo, seja utilizado por alguns para ameaças veladas, comentários cínicos e outras maldades de difícil qualificação. Faz-me lembrar aquelas espantosas descobertas científicas que levaram anos a conseguir para o bem do ser humano e são logo aproveitadas pelos abutres para fabricar armas de destruição. Pela minha parte não alimentarei a maldade. Pautarei sempre os meus posts pela total liberdade.

Publicado por nocturnoplacido às 02:24 PM | Comentários (5) | TrackBack

setembro 10, 2004

Se...

Se a Festa do "Avante!" fosse a tradução exacta ou a emanação natural daquilo que o PCP representa na sociedade,ninguém teria dúvidas que aquele mar de jovens seria o garante da inovação e criatividade do Partido, a sua força de futuro, a genética de um partido aberto à sociedade e aos seus problemas. Só que... nem tudo o que luz é oiro.

Publicado por nocturnoplacido às 10:24 AM | Comentários (5) | TrackBack

Melancolia

Não me apetece postar. Nada me ocorre que valha a pena. Uma coisa, uma única coisa, gostaria de gritar e não tem a ver directamente comigo. Gritar contra aqueles e aquelas que só veêm maldade em pequenos actos que pratico. Entendi corrigir uma situação e logo um coro de vozes maldosas ou despeitadas se deitaram a adivinhar e a cagar postas de pescada com todo o veneno que têm na língua. Bastou um simples acto e a pessoa a quem foi corrigida a situação passou a ser chantagista, me obrigou ao acto administrativo, caso contrário diria de mim tudo o que sabe e que, nessas mentes pérfidas, devem ser cobras e lagartos. Esta mesquinhez devora-me e sinto cada vez mais o apelo da liberdade. Para os detractores desejo-lhes as melhoras e um tratamento com água e sabão para desencrustar as nódoas da cabeça.

Publicado por nocturnoplacido às 08:31 AM | Comentários (4) | TrackBack

setembro 06, 2004

Explicação

Postei três poemas seguidos mas foram feitos em dias diferentes. Só que tive um problema no dashboard e só agora resolvi. As minhas desculpas.

Publicado por nocturnoplacido às 04:39 PM | Comentários (1) | TrackBack

Deita-as ao mar

Toma, embrulhadas
as palavras da raiva.
Eficazes e destruidoras
como um maremoto.

Deita-as ao mar, à noite
na vazante
para que se afoguem
estranguladas pelas algas
e que não mais acompanhem as ondas.

As palavras da tristeza
são subtis pétalas da escuridão
que se desfolham no divórcio do sonho.

Só as palavras apaixonadas
são o sumo quente dos lábios.

Todas as palavras se perdem
e só os poetas as conhecem.
COMMENT:
AUTHOR: mad
DATE:9/8/2004 05:22:01 PM
Os poetas são afortunados por terem o dom de com palavras criar cenários edílicos.

Publicado por nocturnoplacido às 04:33 PM | Comentários (1) | TrackBack

Do amor só muito e pleno

Se nem do fruto metade
do amor só muito e pleno:
nem ausências nem opacidade,
só a recusa da flor do veneno.

Na planura extensa e dócil
descobri os mais belos olhos de mar
aqui me fiz águia e corcel
e contigo reaprendi a amar.

A ânsia toda e o sol ardente.
O despertar ávido na veia forte.
A ternura mágica da boca quente.
Assim me quero a dourar-te o porte.

Recluso de mim e da tua sorte,
vagueio na cela das mil palavras.
Faço-me sem fim e sem morte
por que em mim o ferro com que me lavras

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Publicado por nocturnoplacido às 04:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

Com Doçura

Com doçura
as pérolas do tempo
ganham um mate sublime
ao longo do teu corpo.

É íntima a colheita da seiva
no mar dos teus olhos
quando a brisa quente
atravessa o teu sorriso
de flor por inventar.

As tuas mãos nas minhas
testemunhando a cidade
aproximam o deslumbramento do entardecer
naquele silêncio por explicar.

Ao longe volteiam as gaivotas
Que os teus seios inventaram.

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Publicado por nocturnoplacido às 04:26 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 05, 2004

Exposição de Rui Chafes

Acabei de visitar a magnífica exposição de um dos mais talentosos e prestigiados escultores portugueses da nova geração. Tem o título sugestivo de "A Doçura, o Abandono Manso e a Agonia Sobressaltada". Vale a pena a visita à Casa das Artes e à Galeria dos Escudeiros onde o autor expõe treze pecas metálicas de excelente inspiração. Do texto do catálogo respiguei estas passagens: "De todas as vezes que me aproximo da obra de Rui Chafes sinto, mais do que a presença de feridas, de adormecimento doloroso ou de um fim inglório desenhado sobre a nossa natureza humana, uma presença de paraíso bíblico." Ou ainda esta: "Deparo-me sempre com ESSAS MÃOS, dispostas em forma de asas cansadas e pesadas". Identifico-me com estes pedaços e com as mãos que tão bem conheço.

Publicado por nocturnoplacido às 04:04 AM | Comentários (4) | TrackBack

setembro 04, 2004

Ocaso

Pressenti o naufrágio
que me deixou só neste deserto:
os seus olhos de mar já me haviam avisado.
Uma tempestade de palavras
silenciosas como convém
ou ardilosas como lhe convinha,
espalhou o caos no velame
e o barco desgovernou-se
e doeu-me no interior que sou.

Neste deserto,
nesta opacidade,
haverá uma estrela,
pequena que seja,
a que me agarrarei
nem que seja para cavar
o meu próprio ocaso.

Os meus versos já não são para a mulher que amei. deito-os aos ventos da blogosfera.
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Publicado por nocturnoplacido às 06:16 PM | Comentários (0) | TrackBack

Auto retrato

Homemde sonhos, se dirá de ti.
Inquieto viajante de utopias.

Um discreto fio de coragem unia-te ao horizonte
e sofrias cada núvem como um cravo de dor.

Percorrias segredos e mistérios, com preplexidade e angústia.
Colhias pressuroso os frutos do amor, como uma águia de ternura.

Alguém te semeou no infinito. E em saudade regressas,
mas liberto da tristeza, do tempo das palavras.


(Rui Namorado)


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setembro 03, 2004

Os oráculos tinham razão

Hoje mesmo, pelas 14 horas, os premunições confirmaram-se.
O meu jasmim (a minha Yasmim) nurchou para sempre. Transferiu-se talvez em sonho para outro jardim. Desejo-lhe as maiores felicidades do mundo, aquelas que eu não poderei ter.

Publicado por nocturnoplacido às 09:08 PM | Comentários (3) | TrackBack

O meu jardim

Esta manhã, ainda mal raiava o dia, dei uma volta pelo meu jardim. É um jardim despretensioso com alguns malmequeres, umas petúnias, e outras flores que mal conheço o nome e também um jasmim. Ah, o jasmim, o jasmim que eu plantei e criei com tanto desvelo. Pareceu-me que ele se inclinava para mim e aproximei-me. No momento em que lhe toquei ele deixou cair as poucas pétalas. Recusou-me o carinho, como o vem fazendo nos últimos dias. Está assim desde que um intruso o cheirou, quem sabe se com mais carinho do que eu. Não sei se voltarei a visitá-lo porque eu, que o plantei, já não lhe sinto vontade de voltar a florir. E sem flores o jasmim não cheira.
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Publicado por nocturnoplacido às 05:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

Chuva

Parece, ao visitar vários blogs, que há muita gente a saudar a chuva, principalmente pela saudade do cheiro a terra molhada, a lareiras aconchegantes e até a memórias de infância. Percebo isso tudo mas, desculpem lá a contra corrente, eu prefiro o Sol e o tempo quente por mais umas semanitas. Dáva-me jeito porque o tempo cinzento deprime-me. É como os estados de alma quando se acinzentam.
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Publicado por nocturnoplacido às 06:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

Aliciante

Aliciante foi uma história que li no princípio desta semana. Texto bem escrito, pleno de pormenores românticos com muito realismo à mistura. Difícil não ser o retrato de um caso vivido, como difícil é tentarem-me convencer que é só imaginação do autor. Vá lá o leitor incauto acreditar nos autores e nos personagens-
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Publicado por nocturnoplacido às 01:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 02, 2004

Relógio acertado

Só agora reparei que o relógio des blog tem andado com 8 horas de atraso. Parece que agora já está bem. Desculpem a distracção.

Publicado por nocturnoplacido às 05:44 PM | Comentários (5) | TrackBack

Madrugada

Há madrugadas devastadoras. Tive um sonho violento com alguém, de olhos implacáveis e dedo em riste,que me dizia, aos gritos: "AINDA NÃO PERCEBESTE, PARVALHÃO, QUE SÓ SERVES DE BENGALA?". De manhã ainda estive a consultar-me e tomei a decisão. Está tomada!

Publicado por nocturnoplacido às 09:38 AM | Comentários (2) | TrackBack

De que vale...

De que vale ter-me dito que me ama se, notoriamente, me ama como se não amasse e se pressinto o seu pensamento noutros lugares. Seja o que for que me quer dizer, se é que me vai dizer alguma coisa, não me vai surpreender. Já escrevi, noutro suporte, de papel que é mais íntimo, o que os oráculos premonizam. Veremos se bate certo.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 01, 2004

Quando não apetece

Conhecem com certeza aqueles vocativos mais íntimos que destinamos aos nossos mais amados, do tipo amor, querida, coração, fofinha, etc.

E conhecem quando, de repente, o vocativo não apetece?

Que raio de mecanismo se dispara no cérebro para que assim seja?
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Publicado por nocturnoplacido às 07:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

Os que me conhecem

É com este ar de árabe que enfrento o mundo e não me tenho dado mal. A minha Yasmin apaixounou-se por mim assim. Tal como os meus antepassados árabes, não sei fingir. Não uso máscaras ou outros disfarces, à semelhança do pai que me construiu. Mostro no rosto aquilo que a maioria das pessoas mostra nos olhos: alegria ou tristeza. Se estou triste só mudo o facies se as circunstâncias o exigirem. Por exemplo, cumprimentar uma pessoa. E isto porque não tenho o direito de a maldispor. Reconheço que às vezes parecerei desagradável e pouco sociável. É genético, não há nada a fazer
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Publicado por nocturnoplacido às 06:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

Quem sou?

Alguém, com natural curiosidade nestas coisas, me perguntou se eu sabia quem era a Pedra. Fingi desconhecer mas aqui fica alguma coisinha. Sou alguém que pretende solidificar as cinzas e, paulatina e pacientemente, embora tudo tenha limites, pedra a pedra, reconstruir o jardim que outros, voluntária ou distraídamente, desconstruiram, com palavras e comportamentos dos que magoam até à medula. Por isso aqui estou, ajudando-me visitando vários blogs, à procura de ânimo, de palavras, mesmo as silenciosas. E vou postando à medida que o pensamento voa e a memória me fere.

Publicado por nocturnoplacido às 12:43 PM | Comentários (4) | TrackBack

Consequências...

Jorge Sampaio parece estar irritado por não ter sido consultado sobre a intervenção da Marinha no ridículo caso do "barco do aborto".
É um dos resultados de ter "criado" o aborto deste governo.

COMMENT:
AUTHOR: Sonho Meu
DATE:9/1/2004 12:07:55 PM
Parece-me que o Sr. Presidente da República é a última pessoa a poder indignar-se com as atitudes deste Governo ... quanto a mim o aborto maior é ter um senhor com o perfil de Paulo Portas à frente da "coisa" pública.

Publicado por nocturnoplacido às 10:09 AM | Comentários (1) | TrackBack