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setembro 23, 2004

Até sempre, camarada!

Afundei-me no por do sol
quando o disco vermelho
se enterrou no horizonte.
Mergulhei com ele a lua não me viu chorar.
Meu corpo petrificou-se
e uma funesta janela se abriu
no majestoso pulsar da terra.
Quando os teares do vento se acalmaram
e a luz da alma voltou
esfreguei os olhos e renasci diferente.

Encontrei finalmente a voz,
as palavras que me faltavam
e comigo carreguei as quatro estações.

A saudade é filha do mundo
que agora viaja cansada
nos tempos dentro de mim.
Sempre que chegar sem avisar
e quiser ocultar-me a luz
vou pisá-la de pés nus.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:9/23/2004 10:04:13 AM
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Publicado por nocturnoplacido às setembro 23, 2004 07:34 AM

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Comentários

Andei por aí a fazer experi~encias...porque ainda sei muito pouco deste mundo, e não é que apaguei o comentário que te tinha feito...
Cá vai repetido:
Brindaste-nos com mais um poema lindo. Bom-Dia!

Publicado por: Bártolo às setembro 24, 2004 02:55 PM

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Publicado por: Homem do Pau às setembro 24, 2004 11:52 PM

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