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setembro 30, 2004
Explicação ou talvez não
Os últimos poemas que aqui tenho partilhado convosco, talvez menos poéticos e mais realistas, são resultado de um distanciamento no tempo que a memória avivou. São retalhos de uma manta pessoal. Para uns será imaginação, o que pode ser verdade. Para outros são riquezas pessoais que vou escrevendo sempre no tempo presente. É possível que incomode alguns, a julgar pelos comentários porcos que vou apagando. Outros percebem e nada comentam num acto de respeito ou de pudor. E há os comentários que me aquecem o peito. A todos aqueles que não apago, o obrigado pela vossa visita e simpatia.
Publicado por nocturnoplacido às setembro 30, 2004 08:54 AM
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Comentários
Por vezes tenho de facto dificuldade em comentar os teus poemas. Não por vergonha, por pudor. Mas porque são intensos demais, pessoais. Mas quando os comento é para saberes que aqui estive.
Continua a partilhá-los connosco. São bonitos.
Publicado por: Bártolo às setembro 30, 2004 09:48 AM
É por poemas, prosas e outras formas de expressar sentimentos como aquelas a que tu recorres (um pouco como todos nós) que eu acredito, cada vez mais, que as mantas pessoais são formadas pelo entrançado mais rico que o homem pode elaborar. E o que se vê à vista desarmada, na face que fica voltada para cima, é sempre menos interessante que o cruzar dos fios que fica por baixo e lhe dá forma.
Tenho gostado de descobrir essa tua manta, tecida no tear artesanal da vida, pelo lado da trama estrutural, pelo avesso e pelos pontos que se ligam através das palavras.
Publicado por: Caiadora-Mor às setembro 30, 2004 10:52 AM
Bártolo: obrigado por me visitares e comprendo o teu pudor.
Caiadora: com que magníficas palavras me presenteaste.
Publicado por: pedra às setembro 30, 2004 10:57 AM
Andamos com dificuldades de comunicação. Definitivamente.
O que eu te disse lá em cima é que não tinha vergonha, não tinha pudor. Apenas qaundo não comento é porque sinto que o que escreves é tão pessoal e intenso que não dá para dizer nada. Capiche??? Quem me conhece sabe que não sou mulher de ter vergonha ou pudor de pessoas normais, apenas com um estatuto mais alto...
Publicado por: Bártolo às setembro 30, 2004 11:47 PM
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Publicado por: pedra às outubro 1, 2004 04:02 PM
Bártolo: Foi muito oportuno o teu esclarecimento e agradeço-te as palavras amáveis. Quanto ao estatuto, ele é efémero e só me lembro dele quando me apetece gritar. Tenho é pena que algumas pessoas esqueçam o homem para valorizar a função. Eu sinto-me cada vez mais distante do estatuto e mais perto de mim. Sou só um ser humano que busca sempre novos rumos para a sua vida. Não te acanhes, pois.
Publicado por: pedra às outubro 1, 2004 04:12 PM
:) Não, não me acanho. Acredita que tudo o que me apetecer dizer.te, dir-te-ei, sem vergonhas e sem pudores.
Um dia, há muito tempo, nos iniscios do nocturno..ter-te-ei dito que em dada altura te admirei...e que essa admiração voltava agora a ter nexo. Pois então. É por isso mesmo, porque te estás a valorizar e a reencontrar como pessoa. Esquecendo estatuos. Eles são realmente efémeros...Admiro o politico que anda na praia descontraído de calção de banho, sem procurar uma máquina fotográfica. Parece que já conheço dois assim...Ainda bem!!!
Publicado por: Bártolo às outubro 1, 2004 04:31 PM