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outubro 30, 2004
Hoje não me apetece
Não me apetece deixar aqui seja o que for. Estou sem vontade de trabalhar, não me apetece conversar com ningém, só me apetece escrever coisas íntimas que aqui não postarei e estar só comigo mesmo para meditar. às vezes uma paragem para ganhar reequilíbrio não faz mal a ninguém, até pode servir para carregar baterias.
Publicado por nocturnoplacido às 07:16 PM | Comentários (5) | TrackBack
Desafio a Belimunda
Respondendo a um desafio aqui deixo um texto em jeito de prosa poética para o tal poema colectivo. Vale tudo: cortar, acrescentar, divagar, o que quiseres.
"Era cedo, no fim do Verão e a praia ainda deserta, de extenso areal e falésias de ardósia, marcava os passos de um solitário que observava os pássaros, pequenos e rápidos, debicando na areia o que o resto das ondas ali deixavam. Ao longe, no horizonte ainda havia um resto de nevoeiro que não deixava ver os limites do mar. A solidão acrescentava-se a cada passo na areia e, de súbito, o sol a aquecer o fresco da manhã. Desenhou-se-lhe um ligeiro sorriso no rosto fechado e então sentiu que o início estava próximo."
Não será de grande inspiração mas há uma praia assim no litoral sul, já no Algarve, que sempre me prendeu.
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outubro 29, 2004
Yasser Arafat
Têm sido publicadas nos últimos dias, notícias sobre o estado de saúde do líder histórico palestiniano que parece ser grave. Apesar de nos últimos anos terem havido variadas presões para o seu afastamento da vida política, coisa que dava muito jeito a israelitas e norte americanos, a verdade é que nas mais duras condições e mesmo enfrentando conflitos internos, Yasser Arafat, goste-se ou não, tem sido o cimento aglutinador da unidade e resistência do mártir povo palestino. O seu afastamento por razões de saúde não prenuncia qualquer viragem positiva na política agressiva de Ariel Sharon, bem apoiado pelos Estados Unidos, que faz tábua rasa de toda e qualquer resolução das Nações Unidas. Um homem da estirpe de Arafat é indispensável à paz no mundo e nem toda a campanha contra ele é suficiente para o retirar do coração dos palestinianos.
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Serei amanhã o que for
Quem passa por mim
não vê
que homem aqui chegou,
só viu matéria por fora
por dentro nem se lembrou.
Só quero ser, por ora,
um homem que sabe amar,
solitário na solidão
sem inspirar comiseração.
Não me afundarei
em qualquer rio revoltoso.
Nenhuma onda ou túnel
escurecerão a minha vontade.
Sou eu, inteiro e sem ódios
que o meu coração não guarda.
Serei amanhã o que for
com os amigos em meu redor.
Publicado por nocturnoplacido às 09:37 AM | Comentários (5) | TrackBack
Se tu me esqueces
Quero que saibas
uma coisa
Tu sabes como é:
se contemplo
a lua de cristal, os ramos rubros
do outono lento da minha janela,
se toco
ao pé do lume
a implacável cinza
ou o corpo enrugado da lenha,
tudo a ti me conduz,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam
em direcção às tuas ilhas que me esperam.
Ora bem,
se a pouco e pouco deixas de amar-me
deixarei de amar-te a pouco e pouco.
Se de repente
me esqueceres,
não me procures,
quejá te haverei esquecido.
Se consideras longo e louco
o vento de bandeiras
que percorre a minha vida
e decidires
deixar-me à margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
nessa hora,
levantarei os braços
e as minhas raízes irão
procurar outra terra.
Mas
se em cada dia,
em cada hora,
sentes que a mim estás destinada
com doçura implacável.
Se cada dia em teus lábios
nasce uma flor que me procura,
ai, meu amor, ai, minha
todo esse fogo em mim se renova,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor do teu amor se nutre, amada,
e enquanto viveres continuará nos teus braços
sem abandonar os meus.
(Pablo Neruda, in "Os versos do Capitão")
Publicado por nocturnoplacido às 09:07 AM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 28, 2004
Gosto mais dela assim
O eclipse da lua, a que assisti, libertou-me da tristeza do dia chuvoso, principalmente quando ela reapareceu. Gosto mais dela assim, a iluminar-me as noites e o espírito.
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Publicado por nocturnoplacido às 11:43 AM | Comentários (0) | TrackBack
Palavras enganosas
As conversas na tua voz
são como promessas subtis
sem procura nem achamento.
Varrem-nas o vento leve
que de forte não precisam.
Há um mistério nos olhos
indecifrável e temerário,
ora tristes ora brilhantes
como se brincassem na água.
De ingénuos nem a sombra
que às vezes os sublinham.
São como plantas carnívoras
impiedosas e letais:
o olhar desta cigana
negro como punhais
nem na verdade me engana.
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Publicado por nocturnoplacido às 11:20 AM | Comentários (0) | TrackBack
Eclipse
Triste como o dia
que anavalhou o sol
talvez porque à noite
a lua escurecerá.
Não quero estas paredes
onde me encarcero
prefiro a lua para me banhar.
Foi a chuva que varreu a alegria
ainda que com água pura
que não apaga o incêndio
que consome os pilares
desta ânsia vegetal.
Quero-te azul, ó lua,
não te quero eclipsada
como não quero
um peito retalhado.
Publicado por nocturnoplacido às 11:16 AM | Comentários (2) | TrackBack
Do corvo
Roubei do corvo a cor
esvoaço sem sentido na noite.
De norte a sul só a escuridão
e um pássaro de asas quebradas
perdido na imensidão.
Aliso as penas de novo
e sonho-me a levitar
por entre nuvens e mares
à procura da ilha prometida.
Se a encontrar
acabarei o luto
devolverei a cor ao pássaro
e ali ficarei
a reaprender-me
sem rancores nem mágoas
só contigo
e o cálice que me ofertares.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:25 AM | Comentários (0) | TrackBack
Lua
Entre a terra e os astros, flor intensa
Nascida do silêncio, a lua cheia
Dá vertigens ao mar e azula a areia
E a terra segue-a em êxtase, suspensa.
(Sophia de Mello Breyner)
Publicado por nocturnoplacido às 10:20 AM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 27, 2004
Mau tempo
O boletim de hoje do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, alerta-nos para fortes chuvadas e vento nas regiões do Alentejo e Algarve. Para os amantes da lua, como é o meu caso, lá se vai a oportundade de ver o eclipse total mesmo a horas impróprias.
Publicado por nocturnoplacido às 02:07 PM | Comentários (1) | TrackBack
A linha pura de um gesto
Se a magoada solidão
que invade o dia
de súbito se quebra
e a linha pura de um gesto
pára no espelho mais vazio do olhar
todo o mapa dos sentidos
se reconstrói
e a essência de outro gesto
flui do peito para as mãos.
Pára então nesse momento
o real anoitecido
e o seu reverso
porque tudo pode afinal
residir na brancura do dia.
Faltam coordenadas
ao imenso território de estar só.
COMMENT:
AUTHOR: Mach1
DATE:10/27/2004 12:31:11 PM
Sublime. Gostei imenso. Um abraço
Publicado por nocturnoplacido às 08:57 AM | Comentários (1) | TrackBack
Caminhar
Caminhar é tudo
porque intensamente sei
do corpo e dos actos
e dos seus vertiginosos sinais.
Esquiva-se silenciosa
a fronteira que me falta.
Abre-se esperançoso o instante
dos meus intensos sentidos
ao receber a dádiva da chuva
que nas vidraças tudo transforma
e forma sóis pela manhã
quando desperto para a vida.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:23 AM | Comentários (0) | TrackBack
A aceitação dos dias
O que me espanta
é a aceitação de cada dia
que se iguala ao de ontem
como se sentisse na sombra
o esboçar de alguma flor.
Desta expiação
vou tecendo as palavras
deste salgado mar
de água doce
como as lágrimas e o sangue.
E obscuramente
vou precipitando as palavras
com que desenho o poema:
ânimo esconso
neste espanto de o escrever.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:19 AM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 26, 2004
Para ti
pelo dia de hoje
Publicado por nocturnoplacido às 07:45 PM | Comentários (2) | TrackBack
Outono
Apetece-me saudar todos os meus amigos e visitantes com este nascer do sol em pleno Outono.
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Publicado por nocturnoplacido às 07:08 PM | Comentários (0) | TrackBack
Hoje não conto
Ainda tive a veleidade de contar o meu dia de hoje mas os meus amigos e amigas disseram-me uma coisa que esqueço frequentemente: "Lembra-te", dizem-me "que quem vem ao teu blog sabe quem tu és e tudo o que disseres será esquadrinhado até ao tutano". E eu, ingénuo, ainda pensava que o que importava era o ser humano, o homem com emoções, sentimentos, opiniões que partilharia aqui convosco, de forma amiga, todas essas coisas. "Nem penses, Zé, as pessoas que visitam o teu blog são muitas e com diversas intenções. Proteje-te". E assim vou fazer com muita pena minha e logo hoje que meteu Ministro e uma Secretária de Estado que nem os dentes mostra. Livra. não conto nada e ponto final.
Publicado por nocturnoplacido às 06:48 PM | Comentários (2) | TrackBack
Esclarecimento
Ontem, no final do dia dei conta num post intitulado "Há dias assim!" de um dia atribulado e complexo. Parece que o último parágrafo desagradou a algumas pessoas que se me dirigiram dizendo que o não deveria ter referido. O assunto está completamente esclarecido e tratou-se de uma informação que me chegou errada. De qualquer forma escrevi ao correr das teclas e nunca me passou pela cabeça que tal nota pudesse causar tanta preocupação, pelo menos nas duas pessoas que me criticaram fortemente. O assunto está, portanto, encerrado e esclarecido e vou ser mais cuidadoso e menos expontâneo e apresento as minhas desulpas às pessoas que me deram na cabeça.
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Publicado por nocturnoplacido às 03:50 PM | Comentários (0) | TrackBack
Manipulação anti-Poder Local
O "Diário Económico" de ontem, publicou, mais uma vez, em notícia de primeira página, uma manchete de ataque às câmaras municipais, notícia essa que, infelizmente, foi tida por credível e, assim, reproduzida por outros órgãos de comunicação social. Ao ler-se o corpo da notícia, verifica-se que o título escolhido pelo jornal representa uma completa mistificação da realidade, cujo melhor certificado é o conteúdo do último parágrafo que desmente o título quando precisa, ao invés daquele, que "As regiões são a grande responsável por esta evolução, já que o endividamento das autarquias baixou seja qual for a comparação - homóloga ou em cadeia". O jornal manipulou dados do Banco de Portugal e é sempre de lamentar que um jornal que é suposto ter jornalistas peritos em economia e finanças, acabem por ser apenas veículos de interesses anti-Poder Local. É lamentável como se pretende confundir a árvore com a floresta, aproveitando alguns lamentáveis casos de corrupção que continuam a existir em alguns municípios com o bom desempenho da esmagadora maioria.
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Publicado por nocturnoplacido às 11:09 AM | Comentários (0) | TrackBack
Perfeição
É perfeito o sol
na sua morte no horizonte,
continua perfeito o sol
quando nasce a oriente.
Tudo é perfeito
na sua intemporalidade.
Até um corpo
que em mim fendesse o mar
até ao mais recôndito pilar
da alegria.
Publicado por nocturnoplacido às 08:53 AM | Comentários (2) | TrackBack
A cidade
Preparo a manhã
sobre o ombro dos telhados
do arco do sol
do rosto
à linha do horizonte.
Porque sei
da contingência dos passos
e a sua resolução
em acto comovido.
Olhos imóveis
projecto o azul,
a pedra reformulada,
a tela,
a cidade que me determina.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:49 AM | Comentários (0) | TrackBack
Papoila
Digo-te papoila
cravo vermelho
sangue em flor
porque nenhuma palavra
me apetece
diante da pedra branca
e do seu breve reacendimento
na nais inesperada
reviravolta do tempo.
Digo-te poema
neste estéril momento
que rasga o limite
em que a luz se rompe.
Publicado por nocturnoplacido às 08:45 AM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 25, 2004
Há dias assim!
O meu dia de trabalho de hoje teve alguns pormenores curiosos que não resisto a deixar aqui nota. Logo pela manhã um telefonema recorrente e bizarro de uma mesma pessoa a pedir-me dinheiro. Resposta negativa depois de muita e proveitosa conversa. Logo depois várias conversas cruzadas sobre o Parque da Cidade e a nota estranha de que os lagos não devem ser limpos porque a paisagista autora do projecto considera que assim é que é natural. A senhora não entende o que são 50º ao sol no mês de Agosto. Resposta negativa: os lagos serão limpos. À tarde reuniões com três Juntas de Freguesia para preparar o novo orçamento que correram de forma amena e cordial porque já toda a gente sabe até onde chega o dinheiro. Depois, uma senhora, aflitíssima, a pedir ajuda para evitar que o telhado lhe caia em cima. Resposta positiva. Já à noite, uma notícia que não posso divulgar, sobre eventuais envolvimentos de uma empresa e técnicos municipais, para que no orçamento não sejam previstas verbas para determinado objectivo. Assunto a esclarecer amanhã.
Que raio de dia mais complexo...
Um telefonema de agora mesmo que me deixou satisfeitíssimo por saber que, de uma conversa franca. uma família ficou mais unida e confiante uns nos outros. Bonito!
COMMENT:
AUTHOR: Carlos a.a.
DATE:10/25/2004 10:50:02 PM
Há dias e dias, uns mais agitados outros mais amenos, mas há sempre, como direi, campo para desbravar.
Que o bom senso o continue sempre a acompanhar é o que desejo sinceramente.
Publicado por nocturnoplacido às 07:36 PM | Comentários (1) | TrackBack
O cálice de Vénus
Vou beber de Vénus
o cálice que me concede:
o veneno que hoje me dá
será doçura amanhã.
Sei que assim será
porque Vénus não abandona os seus:
beijar-me-á a nuca
em sinal que alguém me espera.
Mulher outra
mulher núvem
mulher que me há-de reinventar.
será a minha vindima
a minha claridade
os gomos do meu fruto
do dia resgatado.
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Publicado por nocturnoplacido às 02:11 PM | Comentários (0) | TrackBack
Tâmara, ou tu, ou estrela
Imagino-me a invocar a tâmara
como essência primordial do sol
que embora rodeada de deserto
bebe da areia a fulgência da cor
com tantos ventos a atormentá-la.
Tâmara, ou tu, ou estrela
no reencontro com o sortilégio.
Tenho de proclamar
a minha estrela etérea
que se apaga e reacende
em cada momento do tempo
e cada vez mais descubro
a imensa solidão da tâmara
que se recusa à resignação.
Publicado por nocturnoplacido às 01:47 PM | Comentários (2) | TrackBack
Poema anónimo
Vais até à nudez estreme dos sentidos
e nem vês que apagas o azul
desta água entardecida
entre a exacta ave circular
e a carne viva das palavras
que fluem da página dorida.
E o círculo da ave
é tão interior
na alegria da luz
que a albufeira retém o silêncio solar
até que se esgote o policrómico rumor
do poema que estás a desfiar.
Mas nenhuma água é tão perfeita e livre,
tão povoada de voos azuis,
tão compacta de sons incandescentes
como a que ressuma na obscuridade
onde os meus olhos se recolhem
de súbito inexistentes.
É que rente à ferida feliz
que é todo o meu corpo
está o lume do deslumbramento mais atroz
que fere talvez irremediavelmente
se eu não conseguir por algum tempo
receber apenas a tua voz.
(Poeta anónimo, in "Immoderato Instabile"
Publicado por nocturnoplacido às 09:57 AM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 24, 2004
A Ciência e a Saúde
Ao passar os olhos pelo Diário de Notícias de hoje, impressionaram-me alguns artigos ou reportagens sobre o que se vai passando em Portugal sobre o estado da Ciência e riscos acrescidos para a saúde com novas descobertas.
O Dr. Manuel Sobrinho Simões, um cientista de renome, está preocupado com a falta de investimentos na Ciência nos dois últimos anos e afirma mesmo que tudo vai piorar. A tentativa de descoberta de microrganismos no mar dos Açores fica-se pela expectativa por falta de tecnologia adequada. Segundo um especialista em toxicologia, estão a ser detectados dois novos protozoários a contaminar as águas portuguesas e que são altamente perigosos. A malária pode vir a instalar-se entre nós pelas cada vez mais frequentes visitas dos portugueses a países quentes, sem que as pessoas tomem as devidas precauções. A vacina antigripe é tomada somente por 40% dos que dela necessitam. Recentemente tivemos em Ponte de Lima um pequeno surto de doença ainda mal explicada e que vitimou pessoas.
Perante tudo isto o que fazem as autoridades? A DGS vai-nos acalmando dizendo que não há motivos para alarme. Mas, e o resto? Os investimentos nestas áreas que são indispensáveis para sermos competitivos tecnologicamente? Porque fogem os nossos melhores cérebros para o estrangeiro?
Publicado por nocturnoplacido às 11:22 AM | Comentários (3) | TrackBack
Que "desespero"
O Sporting, o meu clube, lá voltou a ganhar mas continua a não convencer. Desta vez com o Belenenses ganhou por 2 a 0 com os dois golos marcados aos 85 e 86 minutos de jogo. Em termos competitivos temo pelos próximos jogos, principalmente na Taça das Taças. Vamos ver o que acontece.
Publicado por nocturnoplacido às 11:18 AM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 23, 2004
Correcção
O poema que coloco a seguir é da autoria de José Jorge Letria, do livro A Metade Iluminada, edições Ulmeiro.
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Publicado por nocturnoplacido às 04:35 PM | Comentários (0) | TrackBack
Sem Título
A minha noite não cabe neste quarto
onde as confidências do mar
mancham de sal as cortinas e as roupas.
Há na dor uma inteligência perversa
que a faz organizar o desespero
em cada investida. Estou sentado
sobre a página e a minha visão
quase nada abarca porque é sôfrega,
quase nada alcança porque é tímida.
Tem os seus signos esta noite:
o retrato dos mortos, a angústia dos vivos,
as primordiais leituras, as últimas viagens.
A minha noite não cabe nesta escrita,
porque é ampla como uma câmara capaz
de reter as imagens todas da volúpia,
da revelação e do assombro. Deito-me
sobre as camas desta noite
e a solidão de que padeço é tentacular
como um animal exacerbado pela tristeza
imóvel que o mutila. A minha noite
não cabe neste quarto, que é o lugar
onde a metade da voz encontra eco,
fulgor e espaço para se tornar plena.
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Publicado por nocturnoplacido às 04:23 PM | Comentários (0) | TrackBack
Luto
A minha condição é esta:
estar de luto!
um luto frio e bruto
até à seiva dos ossos.
Mas Luto!
e não me habitarei de negro.
A serenidade e o amor
serão as flores
para combater as trevas
que em mim não terão lugar.
As colunas do tempo
sustê-lo-ão enquanto necessário.
Depois olharei em redor
e partirei para a tranquilidade.
COMMENT:
AUTHOR: belimunda
DATE:10/24/2004 12:31:19 PM
Como é ténue o limite entre ambas as condições. Uma dor maior.
Publicado por nocturnoplacido às 04:14 PM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 21, 2004
Oração
É efémera a pertença
de um objecto
à sua matéria.
E a matéria
só dura um instante
no tempo cósmico
onde as horas não existem.
Atingimos a audácia
numa partícula de tempo
no espaço que criamos.
Mas só no tempo sem tempo
o amor é possível.
Só no tempo sem tempo
o sofrimento é uma oração.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:10/22/2004 09:27:19 AM
...Só no tempo sem tempo
O amor é tudo e basta!
Adorei Pedra! É mais uma das tuas brilhantes poesias!
Publicado por nocturnoplacido às 10:06 PM | Comentários (3) | TrackBack
Adaptação
As doridas amoras
dos muros e valados,
os cortantes espinhos
que coroam os cardos
saltam-me ao caminho
a sangrar-me
a veia do poema.
E não podendo
falar para todos
direi um segredo
a um só ouvido.
(adaptação de dois poemas de Luisa Neto Jorge)
Publicado por nocturnoplacido às 10:02 PM | Comentários (2) | TrackBack
Não gostei nada
Não gostei mesmo nada das declarações do ministro que tutela a comunicação social (uma vez na Biblioteca ouvi-lhe chamar ministro pugilista) dizer que tem de haver limites à liberdade de imprensa, nomeadamente na RTP, porque, segundo ele, não são os directores ou os jornalistas que são julgadoa em eleições mas sim o Governo. Para pugilista, vá que não vá. Para governante é demasiado ridículo e desconcertante. Inquestionavelmente está-se a voltar ao clima da auto censura ou do lápis azul e isso é inaceitável. A CS não pode ser o bode expiatório das más prestações de qualquer político ou outro. Pode-se gostar ou não. Há sempre a possibilidade de escrever ou dizer exactamente o contrário. Agora um orgão público como a RTP não pode estar ao serviço de mais ninguém que não sejam os contribuintes e o interesse público. Censura é que jamais!
Publicado por nocturnoplacido às 11:26 AM | Comentários (7) | TrackBack
outubro 19, 2004
Chuva sem frio
A chuva que tardava
veio e cedo se esqueceu.
Com ela não veio o frio
nem o do tempo nem o meu
porque me ardem afectos no peito.
Só o vento do Outono
que me faz levitar
e eu voo no sangue em repouso
à procura
da minha estrela madrinha.
Lá no alto não há chuva
e também se ama:
eco de memória disseminada.
Enquanto aqui
vou esperando
também pela chuva.
Publicado por nocturnoplacido às 02:51 PM | Comentários (5) | TrackBack
A chuva que tardava
Parece que desta vez a chuva veio para ficar, pelo menos durante algum tempo. Pessoalmente só gosto da chuva quando estou em casa e sobretudo no nverno, à lareira. Porém, sei que ela faz falta na agricultura, para as àrvores, para as barragens, para os aquíferos subterâneos, etc.. E a água, tal como o sol, são inseparáveis da vida. Que fique, pois, e dê algum alento aos que dela mais necessitam que afinal somos todos de uma forma directa ou indirecta.
Publicado por nocturnoplacido às 08:40 AM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 18, 2004
Senti-me bem
Estive hoje num gabinete onde trabalham seis pessoas que fica fora do edifício principal e que há muito não visitava mas aproveitei agora com a remodelação que se impunha. Trocamos impressões, falamos de necessidades várias, de coordenação e tive ocasião de lhes dizer o quanto admiro o seu profissionalismo e excelente trabalho. Não foi graxa, foi bastante sentido porque os admiro muito. Senti-me bem ao sair.
Publicado por nocturnoplacido às 09:26 PM | Comentários (2) | TrackBack
A Economia que temos
Creio que muita gente tem, nos últimos tempos, ouvido diversos membros do actual Governo (primeiro-ministro incluído) dizerem que a economia portuguesa começa a ter sinais de retoma. Para além de não se notar nada nos bolsos de quem trabalha e de se manter um clima de insatisfação e descrédito, vem agora a Associação Industrial Portuguesa, no seu relatório anual, dizer que a competitividade estagnou. O Diário Económico traz uma notícia igualmente preocupante: segundo Rui Constantino, o potencial da economia portuguesa está em cheque e que o país corre o risco de entrar em contra-ciclo com a tendência da zona euro, acrescentando que a reconversão de sectores importantes para a economia nacional como a banca e o retalho são hoje entraves ao crescimento potencial.
São notícias a acrescentar a vozes autorizadas que neste ou noutro sentido se têm ouvido e se pautam pelo pessimismo na recuperação da produtividade, da competitividade e da retoma económica. Pacientes e de "brandos costumes" como somos, vamos esperar para ver já que o próprio Presidente da República afasta o cenário de grandes mudanças ao recusar eleições.
Publicado por nocturnoplacido às 05:43 PM | Comentários (2) | TrackBack
O meu cão
Sinto saudades do meu Peúgo. Um belíssimo cocker que desapareceu, de certeza roubado, já há muito tempo. Fazia-me falta tê-lo de novo comigo a contemplar-me com aqueles olhos ternos e fazer-lhe as festas que ele sempre reclamava.
Publicado por nocturnoplacido às 01:41 PM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 17, 2004
Protejo-te
Poema
resgato-te à tempestade,
protejo-te na escondida fragilidade
como compete a um poeta.
Canto-te as palavras
sílaba a sílaba
como se conjuga um verbo
num limbo de paixão.
Os ventos
hão-de modelar-te
na pedra granítica
polida pelas minhas mãos
e continuarei a guardar-te,
poema,
como se de silêncio
as palavras se tornassem.
,
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:10/18/2004 09:41:50 AM
Bom-Dia Pedra. Bonito poema. Ler-te e visitar-te continua a ser um prazer...
Publicado por nocturnoplacido às 10:12 PM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 16, 2004
Um barco me trouxe
Acendam-se as tochas
dos campanários
e iluminem-se as catedrais
com o sol da vida
porque o lume floriu
em redor da pedra
onde descanso.
Um barco lilás me trouxe
dos longes da memória.
Não conta o tempo
da viagem
ou as lágrimas para chegar.
Atravessei a areia sem me deter
e subi ao monte
onde reconheci a vida:
quimeras,
utopias,
dores e alegrias.
Tudo vi!
E eis-me aqui
lavado de tanta agrura
de braços abertos ao sol
cruz humana
e repousei.
Publicado por nocturnoplacido às 06:58 PM | Comentários (6) | TrackBack
A Terra
Se estou cansado
deito-me a beber da terra
à espera de me redimir.
Oiço as histórias do mundo,
a fala dos animais
e a força das plantas para nascer.
Oiço o que eu quiser
quando me deito na terra.
Oiço-me também a mim
nos silêncios decifrados
recolhendo as respostas
para aplacar a raiva,
para me limpar de ódios,
para saciar a solidão,
para saborear a vida.
Sei que a ela voltarei
no dia em que me despedir
mas dela levo a força
para o sítio para onde for.
Publicado por nocturnoplacido às 06:37 PM | Comentários (6) | TrackBack
auto elogio
Sei que é feio o próprio auto elogiar-se, mas perdoem-me a imodéstia. É que reparei há pouco que neste blog vou com 125 posts escritos desde Agosto deste ano. Se acrescentar isto ao anterior Nocturno, já lá vão cerca de 150. Deixem-me levantar a auto estima porque acho que não tenho sido um ausente distraído mas um militante activo ao longo destes modestos quatro meses. Tal como me sinto reconfortado por apenas em quatro dias já ter ultrapassado as 800 visitas. Enfim, mesmo sabendo que elogio em boca própria é vitupério, sejam benevolentes e não me chamem nomes feios.
Publicado por nocturnoplacido às 01:14 PM | Comentários (1) | TrackBack
Editorial do "Avante"
O editorial do último "Avante" termina com este parágrafo: "Entretanto, milhares de militantes comunistas participam activamente no processo de preparação do Congresso - e essa é que é a questão essencial".
Para mim não é certo que essa seja a questão essencial. Essencial já será: como participam (reuniões onde se apresenta a papa feita e um ou outro comentário porque para a maioria dos militantes os camaradas dirigentes é que sabem. mas se estiverem 50 militantes presentes, isso conta para a estatística); ou como são acolhidas propostas de militantes insubmissos (que falta nos fazes, Luis Sá) se contrariarem as teses dominantes, porque há uma comissão de redacção final que se encarrega de expurgar o que contrarie o unanimismo; ou, ainda, como são escolhidos os delegados ao Congresso. Vai concerteza acontecer o que um dia me disseram, que não seriam propostos camaradas que se têm revelado contrários à orientação política da direcção.
Não se queira transformar em essencial o que é perigosamente acessório.
Publicado por nocturnoplacido às 01:00 PM | Comentários (6) | TrackBack
outubro 15, 2004
Andam por aí feiticeiras à solta
Eu não quero acreditar em bruxas mas começo a ficar como o espanhol. Alguns comportamentos de alguns nossos governantes assemelham-se na sanha aos autos de fé da inquisiçao. Só mudaram as fogueiras. É o senhor da Madeira a desafiar despudoradamente a Polícia Judiciária e o Governo cala. É o silenciamento de Marcelo Rebelo de Sousa com justificações esfarrapadas. É a corrupção, ou pelo menos indícios, do dono de Marco de Canaveses e toda a gente sacode o capote. É o milhão que se diz Valentim Loureiro ter recebido do empreiteiro do Metro do Porto e toda a gente assobia para o lado. É o caso de Fátima Felgueiras que presumo não haver ninguém que perceba. É a mulher do presidente da Câmara de Amadora a denunciar o marido de corrupção. Foi o caso Moderna que os tribunais resolveram declarar toda a gente coitadinha. É o caso Casa Pia que, ou muito me engano, ou quem vai pagar as favas é o Bibi e o resto é tudo gente séria. Chiça, que é merda a mais (e não se esgota aqui) para que eu não comece a pensar que "pero que las hay, las hay".
Publicado por nocturnoplacido às 07:43 PM | Comentários (2) | TrackBack
É assim...
É assim que quero a minha dádiva: acolher a mão dos meus amigos. Não me apetece dar para ser recompensado. Assim só, com o calor e o magnetismo que as mãos transmitem e recebem.
Publicado por nocturnoplacido às 01:10 PM | Comentários (5) | TrackBack
"We love the things we love for what they are"
É uma citação de Robert Frost com que Maria Teresa Roberto abre o prefácio do livro de António Vilhena "Diálogos de Rosa e Espada".
Com a devida vénia aqui o transcrevo, pela sua beleza e significado.
"Nada na escrita é inocente, o acto de lançar palavras ao papel é um parto planeado, um perfilhar de sentidos: estes, não outros.
A Rosa só poderia ser aquela flor, a que afigura o feminino, que se abre em dádiva de perfume e cor e poesia, Rosa Natália, Rosa Avó, Rosa Amante...afectos, recordações, rosas que desfolham em momentos de prazer e temperam o presente com o passado.
E a Espada? Essa é fria. Palavra férrea escolhida para justar desfeitas e desgosto, ignorância ou omissão. Farpeia e acirra, apoquenta o estabelecido, provoca o arrogante e o boçal, mas também poda o lenho morto, criando espaço para o rebento ver a luz.
Mas nem só de ferro e perfume se faz o manifesto, tanto a Rosa como a Espada têm sentidos confinantes. trazidos para os textos para dar alento ao amigo e enquadrar o lugar. Dizem o amor às coisas de todos os dias, mas também ao sublime e ao singular.
Elas dialogam. Entrançam o vivido com o esperado,o aqui com o longe e as emoções com os objectos. São as insígnias do cavaleiro, do poeta, do amante. São aqui usadas para partilhar a fruição do belo, para iluminar os cantos escuros da rudeza e, sobretudo, para combater o vício da indiferença."
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Publicado por nocturnoplacido às 11:25 AM | Comentários (0) | TrackBack
A inquietação
Neste Outono seremos
se nós quisermos
o Verão que perdemos.
(adaptação de um verso de Gastão Cruz)
É de esperança na vida que ele nos fala. Mas só inquietos somos autênticos, digo eu. Não é nas certezas que o homem se afirma em plenitude, é também nas suas interrogações, na abertura aos outros e ao mundo, é nas suas dúvidas e nas suas reflexões sobre o que gira à sua volta. É na preocupação com os amigos, é na dádiva sem subterfúgios nem preconceitos.
E a vida será tão mais intensa quanto mais inquietos formos àcerca do que se passa à nossa volta que hoje é tudo o que se passa no mundo.
COMMENT:
AUTHOR: Bártolo
DATE:10/15/2004 10:36:20 AM
Pedra - Gosto mesmo muito do que escreves. Mas o que hoje trouxeste aqui...reflecte-me. É assim que estou hoje - inquieta. Esperançosa de que possa voltar a ser neste Outono o Verão que tive! Obrigada!
Publicado por nocturnoplacido às 09:47 AM | Comentários (6) | TrackBack
outubro 14, 2004
Estória feliz?
A estória recontada pelo Jornal "Público" de uma professora norte americana ,agora com 42 anos, se ir casar com um antigo aluno com quem teve relações sexuais quando este era uma criança (12 anos), será para muita gente e observada de outros pontos de vista, um episódio condenável. Que me desculpem todos esses mas depois de ter passado sete anos na prisão e ter conseguido ter dois filhos do dito jovem, já enquanto prisioneira, e agora se pretender casar com ele, é para mim uma história de amor, completamente fora do que é suposto ser normal, mas que me enterneceu.
Publicado por nocturnoplacido às 06:35 PM | Comentários (3) | TrackBack
As tílias
Caem das tílias as folhas
sobre o lajedo da praça
como estrelas apagadas.
Morrem as esperanças dos pássaros
no aconchego da folhagem.
Nos pórticos da igreja
os pombos ausentam-se do frio
e em revoada te buscam
corpo quente
sol
andorinha e poema.
Publicado por nocturnoplacido às 08:45 AM | Comentários (7) | TrackBack
outubro 13, 2004
Amanhã na Biblioteca
Amanhã, dia 14, às 21 horas, vai ser apresentado em Beja o livro a que aqui já me referi do António Vilhena, "Diálogos de Rosa e Espada", com o aliciante do músico José Ricardo cantar poemas de Martinho Marques. Ao que consta no convite, a sessão será presidida pelo Secretário de Estado dos Bens Culturais. Quem tiver interesse em conhecê-lo aqui fica a oportunidade.
Publicado por nocturnoplacido às 07:48 PM | Comentários (2) | TrackBack
Ego ao alto
Confesso que estou baboso com esta coisa de somente em dois dias ter tido quase 400 visitas ao blog. Concerteza que muitas são de amigos ou simples interessados que gostam de espreitar para ver o que vou escrevendo mas também sei que uns quantos que aqui vieram foi para tentar descortinar alguma coisa para dissecar da minha vida pessoal. Seja como fôr, pressinto que o número de visitantes vai diminuir porque da minha vida privada nada aqui deixarei. Tenho visitado blogs que não conhecia a sua existência e que me dão prazer visitar e até comentar e talvez isso compense muito mais. Vou amadurecendo sobre o que devo ou não postar e só tenho pena do meu ainda fraco domínio desta tecnologia blogosférica porque gostaria de enriquecer o blog, nomeadamente com links, fotografias, sondagens e outras coisas no género. Apelo a qualquer alma generosa que me queira ajudar.
Publicado por nocturnoplacido às 07:37 PM | Comentários (10) | TrackBack
outubro 12, 2004
O Poder dos Blogs
Creio que já disse isto uma vez mas não fará mal se me repetir. Até há três ou quatro meses atrás desconfiava dos blogs, sem ter qualquer explicação para isso. Recordo-me até que, em Abril passado, uma pessoa me anunciou a criação do seu próprio blog e eu não liguei muita importância e já me penitenciei por isso. Não só não ligava como não perdia tempo a visitar qualquer um. Mais umas insistências até que me convenci. Criei um com o nome de Nocturno Plácido que sei ter sido saudado mas num repente, num daqueles impulsos de que nos arrependemos, liquidei-o. Fui de novo incentivado e também criticado e resolvi criar o Pedra a Pedra, nome que dá o título de um belo livro de poesia de Josá Manuel Mendes. Desde então tenho aprendido muito. Dá para entender motivações de quem escreve ou comenta, dá para escoar pensamentos, novidades, impulsos e até raivas. Mas também dá para ser sério e ser mal interpretado. É verdade que eu próprio muitas vezes me questiono sobre se vale a pena escrever intimidades ou estados de espírito, poemas sentidos e expôr-me com eles publicamente. Sei muito bem que a esmagadora maioria dos que me visitam sabe quem sou e daí um certo retraimento, quase auto censura, nalgumas coisas que escrevo. Para os maledicentes não tenho dúvidas que isto pode constituir um exercício de gozo imbecil.
Pessoalmente, há blogs que visito mas não comento e passou a haver outros de que sou assíduo mas só esporadicamente comento.
Em suma, tarde percebi, e muito poderia ainda escrever, que os blogs têm um poder de influenciar, de crítica, de gozo alarve e sei lá do que mais que não é possível ignorar.
Publicado por nocturnoplacido às 03:54 PM | Comentários (6) | TrackBack
Encarar a Realidade
É o título de um livro de Luis Portela, edições ASA, que tenho interesse em ler pelo que respiguei da leitura do DN.
"Talvez a luz seja o estado mais subtil da matéria e esta seja apenas a forma mais condensada da luz. (...) Admitidas respeitosamente todas as dúvidas, valerá a pena o indivíduo libertar-se de todas as limitações, rejeitar todos os entraves e procurar elevar o pensamento(...)"
Acho que será leitura interessante e proveitosa.
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Publicado por nocturnoplacido às 02:20 PM | Comentários (0) | TrackBack
Prémio Nobel da Economia
O Prémio este ano foi atribuído ao norte americano Edward Prescott e ao norueguês Finn Kydland. Ambos foram galardoados pelos seus estudos onde é chamada a atenção para o perigo dos governos e empresas caírem no "imediatismo". Sem entrar na análise dos conceitos que ambos defendem sobre a economia em geral, parece-me avisado que esta doença do lucro imediato, sem recurso aos valores sociais e humanos, sem uma verdadeira política de excelência e de investimento no conhecimento, só atribuindo valor e pontuação aos colaboradores que mais vendem e melhores lucros canalizam para as empresas é, não só desastroso a médio prazo, como desmotivador para quem trabalha que sabe que no dia em que não alcançar os objectivos gananciosos das empresas tem o seu emprego em sério risco. Há dias o empresário José Roquete avisava em sentido semelhante. O que é impossível de continuar é haver empresários que pretendem a todo o custo recuperar o capital investido em um, dois ou três anos. O resultado é visível já nalguns sectores da economia. Veja-se o caso do Turismo com o Algarve a perder clientes e outros países a recuperá-los, exactamente por praticarem uma política de oferta e de preços que visam o lucro num prazo muito mais dilatado.
Publicado por nocturnoplacido às 01:55 PM | Comentários (2) | TrackBack
Quidiuris
O que é que se passa com este blog que só diz "not found". Apagaste-o ou está em reconstrução? é daqueles a que me habituei a visitar diariamente e a comentar e ficaria com pena se ele desaparecesse.
Publicado por nocturnoplacido às 11:19 AM | Comentários (9) | TrackBack
Aves pousadas
Quando o efémero
se torna cruel
há um rio de palavras por dizer
e outro por decifrar.
Aves pousadas
em aplacado cansaço
como vozes antigas
de muito longe
a tornar branda
a cor das memórias.
Publicado por nocturnoplacido às 08:13 AM | Comentários (2) | TrackBack
Os meus olhos
Os meus olhos
já deslembrados
da cor da areia
e do fulgor do sol
neste nascer do Outono,
acendem centelhas
sobre o tempo
já remoto
que aos poucos se esvanece.
É apenas o olhar
que se recria
na simplicidade das coisas
e espera do mar revolto
o regresso da bonança.
Publicado por nocturnoplacido às 08:09 AM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 11, 2004
Informação sem grande interesse
É só para esclarecer que neste blog começou hoje, a partir das cinco e meia da tarde, a aparecer um número que vou ter curiosidade em acompanhar. Sim porque também já aprendi uns truques mais sofisticados.
Publicado por nocturnoplacido às 07:21 PM | Comentários (4) | TrackBack
A propósito de quase nada
A propósito de manipuladores, marionetas e insectos, lembrei-me, por realidades muito recentes, que alguns ditos manipulados se possam ter tornado manipuladores. E que continuam a haver marionetas disfarçadas com tiradas filosóficas e pretensos conceitos de vida sempre de aplaudir mas que servem de mascarada, assim como os insectos que nada sabem de filosofia mas sabem cumprir a sua função. Estranho é que alguém pretenda identificar insectos no meio de muitas e muitas centenas de pessoas, às escuras. Só se forem alguns de estimação, do tipo mosquitos que transmitem doenças horríveis.
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Publicado por nocturnoplacido às 06:49 PM | Comentários (0) | TrackBack
Não me apetece
Hoje não me apetece escrever. Escrevi ontem em privado o suficiente.
E o tal encontro de que vos falei há dias que podia prometer não sei o quê foi uma frustação. A senhora era espenhola e ainda por cima promotora turística. Um fiasco. Já o domingo foi bem mais agradável.
Dos espectáculos que decorreram em Beja, praticamente não os vi, a não ser uns uns quantos pormenores que chocaram muita gente e não me apeteceu ouvir tantos comentários azedos mas certeiros.
Publicado por nocturnoplacido às 08:22 AM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 09, 2004
O mesmo escrito com outra leitura
Há pouco mais de uma semana recebi um "escrito" que me eterneceu. Disse isso aqui no blog. Hoje, ao relê-lo e após algumas peripécias que o desmentem,
leio-o hoje com outros olhos, como se tudo fosse mentira ou o seu contrário. É um fenómeno conhecido este de não se ler a mesma coisa duas vezes seguidas. E, se calhar, daqui por uns meses, voltarei a relê-lo com os primeiros olhos. Mas as contradições são tantas em espaços de dois dias que me fazem acreditar que quem me escreveu não é já a mesma pessoa. Claro que percebo as suas motivações que não cabe aqui enumerar por respeito e pudor mas de certeza que o "escrito" é como se fosse diferente. A vida prega-nos cada uma.
COMMENT:
AUTHOR: Agatha
DATE:10/11/2004 12:20:37 AM
Convido voce a fazer uma visitinha do outro lado do mar... Há um texto leve e cheio do bom humor brasuca..Vamos lá!
Publicado por nocturnoplacido às 08:07 PM | Comentários (2) | TrackBack
Rural Beja
A noite de ontem foi de facto magnífica com o conjunto de artistas em palco e assistidos por milhares de pessoas que não deram por mal empregue o seu tempo. Que o digam duas pessoas que ali, talvez pelo encantamento da música, preparavam a continuação do "espectáculo". Que deve ter sido igualmente bom. Maravilhas da música! Ou a mentira mais desbragada, quem sabe. Talvez hoje o venha a saber. O mundo dá tanta volta.
Publicado por nocturnoplacido às 09:52 AM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 08, 2004
Encontro I (se houver mais...)
O olhar daquela estranha, cabelos e olhos escuros, o seu sorriso demorado pousado em mim como ave aprisionada, despertou-me a atenção sem eu ter praticamente reagido. Olhamo-nos mais vezes e sempre o mesmo sorriso. Não a conheço nem sei se a voltarei a ver mas irei ao mesmo sítio, às mesmas horas, nos próximos dias, nem que mais não seja para decifrar o, por agora, enigma daqueles sorrisos e olhares. Se se tratou de compaixão (agora assalta-me esta desconfiança) ou de promessas. Se a voltar a ver nada perderei em ousar saber alguma coisa a seu respeito. Mas tenho os sentidos alerta porque as disfunções afectivas não me devem fazer cair na primeira "armadilha" de um sorriso por muito prometedor que seja.
Publicado por nocturnoplacido às 01:16 PM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 07, 2004
Diálogos de Rosa e Espada
É o título de um livro de vinte e três contos que o bejense António Vilhena, há anos radicado em Coimbra, onde se formou, nos traz numa obra com textos dispersos e alguns já publicados. O autor de "Eterna Paixão de Nunca Estar Contente" está de volta com uma escrita poética, densa e de assinalável sensibilidade e promete para breve mais duas obras, uma delas para crianças. Imperdível.
Um cheirinho da sua prosa poética: "É no Alentejo que as cigarras cantam ao despique de córrego a córrego e sinalizam a solidão que os séculos adensaram às gentes do sul. É aqui que se inventa o saber ancestral que teima em misturar o nascer e o pôr-do-sol numa nablina de luz puída pelo tempo;...".
Obrigado ao António Vilhena por me ter enviado o livro antes do seu lançamento.
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Publicado por nocturnoplacido às 08:40 PM | Comentários (0) | TrackBack
Uma lápide
Há uma lápide na memória
escrita a água.
É o epitáfio da crença
que em mim morreu.
É o esculpir na areia
que o mar há-de levar.
De certo, os amigos
as dádivas que a vida me dá.
Aqui não há castelos
nem fortalezas
nem templos.
Há a mão e a vontade
a força e o desprendimento
de quem me acolhe no peito.
Creio em vós
como creio na vida.
COMMENT:
AUTHOR: sonhadora
DATE:10/7/2004 09:09:54 PM
Lindo...
Há que continuar a crer...
Há que ter esperança...
Sem ela a vida não avança...
Publicado por nocturnoplacido às 08:34 PM | Comentários (1) | TrackBack
Renascimento
Mãos em concha
recolhendo três gotas de sol
para me florir o rosto.
No horizonte
um hemisfério de desejos
que a loucura me negou.
Ergo o cálice do veneno
para saudar a tristeza
e derramo-o na saudade.
Olhei as mãos plenas de sol
e ele prometeu-me o cansaço.
Tenho no peito a foice
com a morte no regaço.
Só no sorriso por inventar
o tempo me há-de renascer.
Publicado por nocturnoplacido às 08:29 PM | Comentários (4) | TrackBack
Regressos
Regresso aos sítios
onde não há mais nada para viver
carregado de certezas da perfídia,
dos sorrisos enganosos
e da injustiça das palavras.
É da noite que me encho
para as estrelas me afagarem
por ser caminho mais luminoso
para quem espera reflorir.
Publicado por nocturnoplacido às 08:24 PM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 06, 2004
Dia pesado e triste
Hoje não me apetece escrever. Tive um dia pesado e triste por ter de tomar uma decisão que não terá agradado ao visado. Nada do outro mundo, só a mudança de espaço físico, com a manutenção do estatuto de coordenação e o mesmo vencimento. Deve, ao visado ter parecido o fim do mundo, que se fartou de me enviar sms chamando-me o que sei que não sou e aue não mereço tamanha deselegância. Mas há dias assim e pouco há a fazer senão esperar que o pó assente. Curiosamente era a última pessoa, que me conhece bem, de quem eu esperaria epítetos tão violentos. Pressenti desespero e até raiva mas talvez seja só impressão minha. Os próximos dias talvez esclareçam o equívoco.
Publicado por nocturnoplacido às 07:59 PM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 05, 2004
O hábito
Habituamo-nos a esta função de escrever no blog e no mais pequeno descuido levamos na cabeça. O meu último post teve esse merecimento. O mesmo não acontecerá a outros de quem sempre se dirá que cada um escreve o que entende e como entende. Enfim, dualidades de critérios que registo com alguma incredulidade. E das duas uma: ou o blog vai dar uma volta ou me estarei borrifando para os comentários via telefone ou sms, já que quem me atira pedras pesadas não tem a coragem de me comentar directamente. Comenta outros mas eu não existo. Ainda bem.
Publicado por nocturnoplacido às 05:53 PM | Comentários (3) | TrackBack
Às compras
Há bocado fui às compras ao Modelo (a publicidade que se lixe) e reparei com algum interesse como algumas pessoas nos olhavam Que grande confusão deveria haver naquelas cabeças. Pessoas a comprar as exigências das professoras para o primeiro dia de aulas, cauteleiros a apregoar a sorte grande, muita gente que para mim não tem rosto, uma azáfama no principal templo de consumo da cidade. E eu, pouco senhor de mim, por ali andei sem grande vontade de repetir a cena que tem algo de confuso e quase patético: atrás, sem quase trocarmos uma palavra. O papel a que pareço destinado nesta correria porque outras coisas importantes havia a fazer.
Publicado por nocturnoplacido às 01:28 PM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 04, 2004
Regresso
Regressei mais cedo do que tinha previsto porque hoje, numa soneca depois do almoço, tive um sonho que julguei premonitório onde até entrava a nona sinfonia. Vi o sol esconder-se no mar e rumei a Beja. Bem vistas as coisas o sonho teve alguma coisa a ver com a realidade. Voltei a Beja, revi caras conhecidas, passeei nas suas ruas, respirei o ar da noite e senti-me bem comigo.
Os cinco ou seis poemas (?) que aqui vos deixo a falar de estátuas, de nascer do sol, de penas de gaivota e da minha pedra são parte do fruto de algum tempo que dediquei à escrita, este vício que decido partilhar convosco.
Publicado por nocturnoplacido às 10:42 PM | Comentários (1) | TrackBack
... por florir
à volta da pedra
haverá sinais
do lume por florir ...
Publicado por nocturnoplacido às 10:39 PM | Comentários (1) | TrackBack
Sete da manhã
No silêncio compacto
das sete da manhã
assustei as gaivotas
para ver nascer o sol.
Na rocha onde me sentei
a brisa de sudoeste
castigou-me o tronco nu
mas ali fiquei
até o grito me surpreender.
Porque me vieste ver
círculo alaranjado
até te tornares branco
e me aqueceres
na oração que te fiz.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:35 PM | Comentários (0) | TrackBack
Estátua
Tardas a acordar
do sono hipnótico
ou da maldição.
Estátua de mármore
de coração e seios frios.
Pressinto a ferida
que te molda a rigidez.
Sinto-te na floresta
do medo,
nenúfar petrificado.
Nem os pombos
que te acariciam
te dão a vida.
Nem a palavra
ou o sorriso.
Só o sono te eterniza.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:29 PM | Comentários (0) | TrackBack
Na solidão do àtomo
Na solidão do àtomo
onde tudo principia
a névoa vai-se dissipando
até ser dia.
Dia com sol,
com céu
e com estrelas.
e Vénus também
com seu cálice de amor
para bálsamo
de quem acredita.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:25 PM | Comentários (0) | TrackBack
Três penas
Três penas de ave caídas
na pedra onde me sento.
Uma a uma
me recordam as minhas
que no coração encasulo.
Iludo-me sozinho
a ver o sol nascer.
Pagão na minha prece
das três penas me libertar.
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Publicado por nocturnoplacido às 10:20 PM | Comentários (0) | TrackBack
Já não sei
Já não sei com quantas cores
se escrevem as palavras
que me enclausuram.
Já esqueci a palavra
sábia
e doce.
Já não sei em que teares da vida
se tece o linho
ténue da ternura.
Já não sei quantas vezes
a madrugada me espreita
com sonhos de barca à deriva.
Já esqueci tanta coisa
que a memória se revolta
e nem o sonho me liberta.
COMMENT:
AUTHOR: Agatha
DATE:10/5/2004 03:22:03 PM
Adorei este poema, apesar de triste..Voce sabe bem traduzir sentimentos humanos através de metáforas..sentimentos que são de todos nós..Escreve como poucos..Espero tua visita lá do outro lado do mar...
Publicado por nocturnoplacido às 10:13 PM | Comentários (2) | TrackBack
outubro 02, 2004
Creio em ti
Acabei de ler uma "carta" muito especial que me encheu o coração de ternura. Creio em ti.
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Publicado por nocturnoplacido às 03:34 PM | Comentários (0) | TrackBack
O desmoronar dos andaimes
Recusei-me a ver
as folhas do Outono,
o desmontar dos andaimes da vida,
o definhamento do corpo
ou o sorriso mais espassado.
Recusei-me a ver
porque pensava
o meu pai imortal.
E no entanto
ele fenecia
mesmo nos alentos
de se aprumar ao espelho.
Quando o perdi
não acreditei
porque o meu pai era imortal.
Publicado por nocturnoplacido às 01:17 PM | Comentários (1) | TrackBack
O mesmo sol
É o mesmo sol
talvez mais velho
que dá brilho dia a dia
às gotas de água.
O mesmo que me bate à porta
mesmo quando não estou
por habitar a lua.
O mesmo que cresta
o silêncio das vítimas
e a arrogância dos carrascos.
Talvez o vermelho com que se esconde
seja a vergonha magoada
de nascer para todos.
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Publicado por nocturnoplacido às 01:13 PM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 01, 2004
Grande Prémio da Crónica
Para quem não souber, aqui deixo a notícia: amanhã, sábado, vai ser entregue na Biblioteca o Grande Prémio da Crónica, organizado pela Associação Portuguesa de Escritores e patrocinado desde o princípio pela Câmara Municipal e Beja. E o vencedor é Batista-Bastos, que estará presente. Vale a pena ir até à Biblioteca.
Publicado por nocturnoplacido às 05:48 PM | Comentários (1) | TrackBack
Fim de semana
Como se aproxima um fim de semana alargado que irei aproveitar o melhor que puder e souber, estarei ausente da blogosfera por uns dias. Como não tenho administrador delegado só voltarei a postar terça ou quarta-feira. um bom fim de semana para todos.
Publicado por nocturnoplacido às 05:44 PM | Comentários (1) | TrackBack
Henrique
Encontrei-te há bocado com a tua mãe vindo da apresentação da tua professora. Foi o teu primeiro dia de aulas que sei vais gostar muito porque te coneço bem e sei que gostas de aprender. Que sejas o menino mais feliz do mundo. Estarás sempre no meu coração. Parabéns à mãe que se fartou de chorar.
Publicado por nocturnoplacido às 01:20 PM | Comentários (1) | TrackBack
Os jornais que lemos
Referindo-me aos principais matutinos diários, o que se lê com profusão, além de artigos e crónicas de opinião, são as andanças da política nacional com longos textos que espremidos deitam pouco sumo e, tantas vezes com clara manipulação; são as notícias internacionais com destaque para alguns conflitos armados no mundo (há muitos de que nada se sabe) e que mais recentemente se tornaram menos enervantemente seguidistas com as teses da CNN e outras; e festas, muitas festas. De gente famosa, de gente menos famosa mas que a tal aspira, festas por tudo e por nada. Dá a sensação que o país vive numa festa pegada. Porém, cá fora a vida pulsa com outro ritmo e outros personagens, bem reais nos seus dramas e frustrações. Não temos que nos admirar, e muito menos os administradores, directores e editores da comunicação social, que somente 1% da população leia jornais. Mesmo descontando o analfabetismo e a iliteracia.
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Publicado por nocturnoplacido às 11:56 AM | Comentários (0) | TrackBack
Que sonho!
Esta manhã acordei particularmente bem disposto. Dormi sete horas seguidas e sonhei com o poema que ontem à noite aqui deixei. Estava sentado numa pedra a olhar fixamente para um dado sítio e, de repente, começou a nascer àgua que ao brotar, primeiro um pequeno fio, se tornou depois abundante. Pus as mãos em concha para beber e ouvi a sua voz dizer: "É a tua vontade que me fez nascer. Obrigada por me dares vida. Agora segue-me até ao rio sempre com a mesma força". Aos poucos aproximavam-se os meus melhores amigos e amigas que sorriam e me abraçavam. "segue este teu caminho novo que só é possível pela tua preserverança e tudo vencerás". Olhei para os meus amigos e sorri-lhes, também.
Decidi desmarcar dois compromissos, como alguns visitantes deste blog me aconselharam, e aguardo com espectativa o próximo fim de semana que é já amanhã.
Publicado por nocturnoplacido às 08:19 AM | Comentários (2) | TrackBack