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dezembro 20, 2004

Imaginário XIX

Nos teus olhos,
nos teus gestos,
o meu espanto aquietado
pelas palavras de silêncio
que me disseste
ao leres o que te escrevi.
E a noite se fez pele
e mãos e ternura
com as palavras que calaste.
Num poema te abriste
e já nada é passado
porque o regresso apetece.
Vem, despida de tudo,
sem véus nem ornamentos,
sem sobressaltos nem teoremas.
Vem, só com o cristal da pele.
E se trouxeres um beijo
eu to roubarei
para partilhar contigo o roubo.

Publicado por nocturnoplacido às dezembro 20, 2004 06:23 PM

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