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janeiro 23, 2005

Imaginário XLI

A nudez do apelo que te despe
sem palavras na boca
na paixão incontida de nos termos
brota da corda dos dedos
que na boca toca
e no corpo se tece.
É inútil a razão
a hora. o dia.
pela madrugada
escrevemos os versos do êxtase.
ou pela manhã?
no imponderável e longo instante
que breve nos parece
reinventamos os arcos do sol
que a noite apagou.
não há mãos, não há lábios
não há matéria palpável.
só uma luz branca e forte
intangível
etérea
que nos funde. nos confunde.
nos abraça e nos desmaia.

Publicado por nocturnoplacido às janeiro 23, 2005 05:27 PM

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