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janeiro 27, 2005

Imaginário XLIII

Na suavidade da seda
o instante não se rasga,
é o cristal líquido da ternura
que olho nos teus olhos,
é a imensidão densa
da dança das mãos,
é a espuma da pele
na água da pele.

A seda cede no espaço da vertigem
quando a ti me uno
e à sede remonto
para beber na fonte que és.

Publicado por nocturnoplacido às janeiro 27, 2005 12:19 AM

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