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janeiro 19, 2005

Imaginário XXXIX

Eram horas de fender a lua
acolhido nos teus seios
no torpor leve do abandono.
Breve o sono semeado
por entre os véus do encanto.
Pedi ao sol para não nascer
perdido nas sombras da lua
e habitei em ti
molusco na concha
corpo único
espuma dos dias que das ondas fica.
Teu pedido à brisa da noite
que eu entendi
quando no rosto me tocou.
Nas horas de esperar o sol
o casulo do sonho e do poema
magia das mãos silenciosas
que em ti se espraiam
que em mim se guardam.

Publicado por nocturnoplacido às janeiro 19, 2005 10:48 AM

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