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janeiro 17, 2005

Imaginário XXXVIII

Lábios de flores
sinuosos e leves
sabem a vento
quando aos meus se dão.
Da maciez perfumada do início,
calor tépido de fim de tarde,
fonte de alento,
ébrios de lua pela madrugada.
Na curva ascendente do poema
os teus lábios estão e são
do silêncio o expoente.
Do recato se libertam
e a nada mais sabem
que ao sabor da tempestade.

Publicado por nocturnoplacido às janeiro 17, 2005 04:48 PM

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Comentários

Meu amigo.. As tuas palavras são de uma suavidade e de uma ternura encantadoras... Belissimo!! Abençoadas as mãos de onde nascem estes poemas.. Abençoada a Alma que os sente! Obrigada.. Muitos beijos

Publicado por: Maria Branco às janeiro 18, 2005 09:15 PM

As mãos são só o instrumento que materializa o que se sente. A suavidade e a ternura está em quem os dita. Muitos beijos para ti, Maria Branco.

Publicado por: pedra às janeiro 19, 2005 10:40 AM

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