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fevereiro 18, 2005

Gaivotas

Madrugada de insónia a escrever
palavras que já escrevi num outro tempo.
escrevia a quilha da noite cortando as lágrimas
de um nome falado na ventania.
e falava nos limites do sangue
que nenhuma veia continha.
Agora escrevo gaivotas suspensas no vento
bailando piando
equilíbrio perfeito de quem sabe do tempo
cósmico imagético
entranhado nos ossos leves da voadora.
agora escrevo como ave que sou
que sabe das núvens e do azul
do rumo e dos poisos exactos
e sabe do mar e de tantos segredos
que as gaivotas me dizem
sem sombras
quando o sol nasce.

Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 18, 2005 05:29 PM

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