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fevereiro 11, 2005
Imaginário XLIX
inverno febril que na sede se consome
refulgente de sol como se verão fosse.
nas horas a lua estremece
vigilante das nossas noites.
casulos de amor tecidos a carícias
na febre morna dos lençois
onde as noites dormem
docemente.
ampulhetas velozes a escorrer o tempo
bandeiras desfraldadas aos ventos soltos
e nós a prender a água das horas
que se escoa por entre os dedos.
Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 11, 2005 10:45 AM