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fevereiro 03, 2005

Imaginário XLVII

Os meus olhos pousam nos teus
espantados de tanto amar
como as gaivotas pousam no poema
cansadas de tanto mar.

Neste Inverno cansado de sol
o tempo de chegares é um tempo inteiro
tempo de perfumes de maçã
cabelos de flores
cântico perene de renovação.
Entras com a mesma suavidade com que falas
sorriso leve de pétalas
larga limpidez no olhar
e despes tranquila o agasalho.
Com os medos enterrados te acolho
os meus e os teus
e no espaço dos meus braços
inteira te entregas
florindo as margens do rio
onde descanso os meus cansaços.

Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 3, 2005 08:21 PM

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