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fevereiro 09, 2005
Imaginário XLVIII
À luz das velas te olho
e na melodia das tuas mãos
solto as estrelas que me ofereces.
O tempo do despontar nascente
acontece
no sobressalto dos seios soltos
no insubmisso sentido da rebeldia
que resumem o eco da impaciência.
Ofereço-me-te com a intranquilidade
do voo das aves nocturnas
que sabem breve o alvorecer.
Cada dia que passa é um dia a menos
para o tempo inteiro, dizes;
Neste teu contar do tempo
mal cabe o sol nascente que aprisiono.
Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 9, 2005 10:31 AM
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