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fevereiro 23, 2005

Não sei quando nasceste. Talvez só tenhas nascido no dia em que eu nasci. Nem sei por que te amo, a ti, perseguida sempre de perto por Vénus. Exactamente a ti, espia de amantes e de naufrágios, eu amo. Ou julgo amar-te por me lançares os sortilégios da tua face prateada. Quando me sento aqui, como agora, em frente ao mar, parece que me queres falar, que me cantas, que me chamas.
Tu tens sempre a mesma face resplandecente quando as nuvens dormem. És indiscreta quando espreitas sobre os sítios dos amantes e sabes, vaidosa, que eles param, de repente, flutuando ou suspensos de ténues fios de alacridade.
Misteriosa a tua viagem que te leva de um lado ao outro do céu, como misteriosos são os sinais do teu relevo, trabalho de escultores do tempo.
E nunca me respondes. Apareces, sorris-me e, matreira, desces sobre os meus ombros e deixas na minha pele o toque subtil dos teus dedos. É nesses momentos que sei que te amo, Lua.

Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 23, 2005 08:52 PM

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Comentários

Lindo....doce.
Apetece-me dizer que quero ser a tua Lua.
jinhos

Publicado por: ZC às fevereiro 24, 2005 04:38 PM

Estou sem palavras.

Publicado por: pedra às fevereiro 24, 2005 06:16 PM

lindo!lindo!

Publicado por: nina às fevereiro 24, 2005 09:12 PM

Há momentos na vida que nem as palavras.....

Publicado por: Sofia às fevereiro 24, 2005 09:23 PM

Nina, obrigado por me teres dado a conhecer o teu blogue.
Sofia, quando começas com o teu?
ZC, acho que está na hora de construires o teu blogue. Se precisares de ajuda...

Publicado por: pedra às fevereiro 25, 2005 11:29 AM

Texto lindíssimo, pedra.
Adoro prosa poética! Kiss, kiss.

Publicado por: Mar às fevereiro 25, 2005 07:52 PM

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