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fevereiro 07, 2005
Palavras
Há palavras que possuem um som cavo, de buraco.
Outras que morrem, ou nunca existiram. Palavras fumo. Palavras névoa.
Há palavras que persistem e outras por inventar: palavras do nosso vocabulário íntimo, daquelas que nunca outros entenderão, como inesmar (tu e o mar que o sol prateou).
Palavras de água de silêncio, palavras sem medo nem linhas onde se escrevam.
Palavras que sabem a presente por abrir que nos lábios soçobram porque só os olhos dizem.
Que palavras cabem num abraço apertado e profundo?
Num beijo intenso de estrelas?
Ou quando as mãos esquadrinham os corpos?
Ah! Tantas palavras sem grafia nem som!
Nós conhecemo-las na intuição da dádiva, na paixão apertada, na avidez do sonho, no vulcão dos dedos, na conchas das mãos emoldurando o rosto do outro.
Aqui não cabem palavras traiçoeiras.
Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 7, 2005 12:54 PM
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Comentários
Nestes momentos não cabem mesmo palavras traiçoeiras..sòmente aquelas ditas pelo sentimento e percebidas pelo coração..
Publicado por: agatha às fevereiro 7, 2005 08:24 PM