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fevereiro 19, 2005
Rilkeana
De ti e desta nuvem; desta nuvem
branca como voo de pássaro
em manhã de abril; de ti
e da íntima chama de um fogo
que não consente extinção;
de ti e de mim fazer um só acorde,
um acorde só; para não te perder.
Eugénio de Andrade, in Os Sulcos da Sede
Publicado por nocturnoplacido às fevereiro 19, 2005 01:31 PM
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