« Exame | Entrada | Espelho quotidiano. »
março 08, 2005
Percurso
De que lume me apaguei
de que cinzas me ergui
de que esperanças ressurgi
com que água me lavei
com que lágrimas sorri
com que vértices me moldei?
A que janelas espreitei
a que estrelas me entreguei
no dia em que te vi?
Era dezembro ou era verão
era sábado ou um dia qualquer
era do frio que te escondias
ou de mim sem eu saber?
Que percursos de gestos
que silêncios de névoa
que desenhos transcendentes
que flores por florir?
Nada começou
tudo estava no espaço do mistério
o coração não sabia da chegada da água
nem onde meter os caminhos
mas tudo era real e o coração batia
Num dia ao por do sol a veia sangrou
e as mãos descobriram
como nasce a manhã.
Publicado por nocturnoplacido às março 8, 2005 10:14 AM
Trackback pings
TrackBack URL para esta entrada:
http://pedraapedra.weblog.com.pt/privado/mt-tb.cgi/68641
Comentários
Percurso lindo...num poema que só poetas sabem fazer.
jinho
Publicado por: ZC às março 8, 2005 11:45 AM