março 02, 2005
Mãos

Há uma silhueta de certezas
nas tuas mãos
um tempo de abrir o decote da noite
que o futuro dos dias não tarda a trazer
A serenidade do teu olhar
promete-me a tranquilidade que adivinhamos
Temos em nós a água que prometemos
e as chamas que prodigalizamos
De coração despido contamos o tempo
da ingenuidade
porque só ingenuamente se pode amar
Dos tempos mal contados
fica o espaço por preencher de recusas
Há lâminas de areia
que corroem os minutos da ausência
Não me preencho de vazios
quero a certeza constante das tuas mãos
Quero a casa do teu corpo
em todos os momentos
como naqueles em que nos damos
porque é no vértice da água que nós somos.
Publicado por nocturnoplacido às março 2, 2005 10:45 AM
Trackback pings
TrackBack URL para esta entrada:
http://pedraapedra.weblog.com.pt/privado/mt-tb.cgi/67496
Comentários
Parabéns Parabéns!
Você consegue fazer com q as palavras nos toquem e nos façam entrar nesse imaginário.....até podem apelidá-lo de lamechas ou sentimental em excesso....deixá-los falar....que escreve bem escreve!!! E escrever bem não é escrever com palavras bonitas ....mas sim fazer-nos sentir essas palavras e você consegue isso naturalmente... sem esforço.
Publicado por: Sofia às março 2, 2005 12:16 PM
Não importa que alguém considere lamechice o que escrevo. Haverá alguma coisa mais lamechas que as cartas de amor de Fernando Pessoa a Ofélia?
No amor, a lamechice, a ingenuidade, até a puerilidade, são inerentes.
Publicado por: pedra às março 2, 2005 02:42 PM
mais uma vez adorei
são lindos os teus textos
Publicado por: nina às março 2, 2005 02:53 PM
As mãos dizem tudo àcerca de nós.
Publicado por: mfc às março 3, 2005 07:23 PM