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março 11, 2005
Sumo

Inesperadas nuvens disformes
trazidas pela ventania
povoam o pesadelo
de um alvorecer inexplicável
Basta uma palavra
inesperadamente
para que o pânico assome
num frio repentino
No sulco da manhã
as bocas incrédulas
pedem um sumo que saiba a uva
a sol e a azul
sem seiva seca indecifrável
Na sombra que dilacera
há salpicos de maresia
que dissipam o negrume
e acordam a lucidez
Nas bocas ficam as palavras
que ousam esperar
No dia permanece o deserto da inutilidade
das nuvens disformes.
Publicado por nocturnoplacido às março 11, 2005 06:51 PM
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