abril 04, 2005
O amor sobra
nas margens da tua boca
celebração deste dia alvo
apagado nos teus seios
Derramamos a paixão sob os freixos
no verde fresco
que o riacho atravessa
antes que os véus da nuvem
coassem o sol
Teu corpo cobre-me
para não sentir a brisa da tarde
e de súbito me esqueço do vento
que o amor é mais
Das bocas o amor solta-se
sem margens que o contenham
as mãos dançam
na intimidade da tarde
e nem o vento nem o tempo
têm a densidade destas mãos.
Publicado por nocturnoplacido às abril 4, 2005 09:59 AM
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Comentários
É bom saborear os momentos...mas é muito saboroso depois...as tuas palavas. Encantei-me de novo.jinhos
Publicado por: ZC às abril 4, 2005 01:08 PM