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julho 07, 2005

O silêncio, o calor, os odores
os sons ao cair da tarde
o cheiro a terra molhada
a simplicidade de um sorriso
o olhar perdido no horizonte
uma árvore, um barco à deriva
A sensação de liberdade
pertença a uma essência maior
um estado quase selvagem
primitivo, sem fronteiras
a procura incessante de quase tudo
a falta de quase nada
a vida contida nos limites da pele
uma força maior
uma dor na alma
Assim sou eu
Belimunda
Publicado por nocturnoplacido às julho 7, 2005 05:45 PM
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Comentários
Palavras de quem se encontra bem na sua pele.
É bom ouvir e saber que há gente assim.
Publicado por: mfc às julho 11, 2005 12:09 AM
«a vida contida nos limites da pele»...
Existem palavras que quando se unem transpiram beleza. O nocturnoplácido tem essa maravilhosa capacidade. Não desista dela, por nada...
Publicado por: kikas às julho 11, 2005 02:41 PM
Venho aqui com regularidade, só não faço comentarios porque de poesia gosto tanto ( e da tua gosto mesmo muito) que entendo não ter o direito de o fazer. Mas só que neste poema tenho uma duvida que é, se foi escrito por ti? A mim não me parece até por tem um nome no final.
Publicado por: IB às julho 11, 2005 03:48 PM
Tens razão, IB, é de uma amiga minha que assina Belimunda
Publicado por: pedra às julho 11, 2005 04:08 PM