novembro 22, 2005
É no outono que nasce o poema
que suspeitei no fim do verão
quando as cores e os sons das palavras
são mais vívidos e lúcidos
Quando a luz difusa do entardecer
nos esconde e nos revela
e o teu rosto surge suavemente
como um nenúfar
um cálice
para esta sede inesgotável
Aí me transformo
me suplanto
me espanto no espelho da memória
até os pirilampos rasgarem a noite
Publicado por nocturnoplacido às novembro 22, 2005 03:43 PM
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