novembro 24, 2005
Foi preciso escolher a porta
para chegar ao largo
e me fascinar com as cores
que a luz da memória registou
Eu já antes sabia sem saber:
a brevidade e a distância
só existem no vento que criei
nos desígnios da dor
e dos limites que me impus
na obstinação da finitude do tempo
No que tantas vezes vivi
só agora contemplo a ilusão
Não é tarde
para acertar as contas comigo
nunca é tarde
para dissipar os véus que escondem as respostas
para transpor os pórticos
da minha imortalidade
É aí que te guardo
lótus da manhã
neste presente que é todo o passado
e todo o futuro
Publicado por nocturnoplacido às novembro 24, 2005 01:01 PM
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Comentários
Que bela reflexão , poeta!
Publicado por: agatha às novembro 24, 2005 06:03 PM
Oi, Agatha, é bom ter você por estas bandas!
Publicado por: pedra às novembro 25, 2005 04:30 PM
Gostei muito da entrevista ao D.A. - Lúcida, consciente e bela! Parabéns!
Publicado por: sonia às novembro 25, 2005 05:54 PM
Fiquei um pouco frustrado, Sónia, porque do homem publicaram quase nada.
Publicado por: pedra às novembro 26, 2005 02:22 PM