janeiro 12, 2006
Nos lábios do poeta
há comissuras de raiva
quando a alma do poema
não sobe à altura da árvore
Volteiam as palavras
num rodopio surdo de vento
letargia de memórias
Preciso da água primeira
do que está antes da água
ou mesmo antes do útero
Palavras novas
palavras de sabores de infância
das que me libertam
para usar no poema
sem lábios de raiva
com alma à altura da árvore
Publicado por nocturnoplacido às janeiro 12, 2006 12:12 AM
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Comentários
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Publicado por: mailHu às setembro 19, 2006 11:02 PM